Em parceria com o artista Kulikyrda Mehinako, a artista faz uma instalação em apelo aos animais que estão sofrendo com os incêndios nas florestas brasileiras, amanhã, dia 07 de novembro | Texto e imagens: Divulgação

A Exposição Sentar – Ler – Escrever, iniciativa da Farah Service, tem provocado diversas sensações a quem frequenta o local desde o dia 20 de setembro, em São Paulo. Agora, a edição do projeto CIRCULAR – Arte na Praça Adolpho Bloch, vai contar com um evento especial, amanhã, dia 7 de novembro, com participação de Maria Fernanda Paes de Barros e Kulikyrda Mehinako em uma nova parceria na obra intitulada “Reflexos”.

Maria Fernanda Paes de Barros, artista, pesquisadora e idealizadora da Yankatu, convidou novamente o artista Kulikyrda Mehinako, da Aldeia Kaupüna, alto Xingu, que trará seus bancos-animais, e os juntará à obra “Onde Quero Deixar o meu Reflexo”, criada a quatro mãos. Nesta nova abordagem, denominada Reflexos, Maria Fernanda propõe uma conscientização dos visitantes para um problema real e urgente: a devastação da fauna e flora brasileira pelos incêndios que estão acontecendo na Amazônia e no Pantanal.

Maria Fernanda Paes de Barros

Um espelho com base em compensado carbonizado terá duas mãos de cera esculpidas em impressora 3D. Uma delas segura uma vela acesa e a outra segura vários fios de sisal que alternam os tons vermelho, preto e natural e se entrelaçam aos animais criados por Kulikyrda. É como se o homem segurasse os animais em uma zona de perigo criada por ele mesmo, impedindo que a natureza siga seu rumo com liberdade e equilíbrio. Nessa dinâmica, os animais estão cercados por cacos de espelho reaproveitados, pincelados de vermelho e, de onde quer que eles olhem, não encontram saída, apenas a vida refletida em sangue.

“Essa onda de destruição representa um grito de socorro que se torna cada vez mais audível, visível, sensível. Não são apenas os animais que estão numa fuga desesperada. Nós e a natureza somos uma coisa só e precisamos nos conscientizar de que não há para onde fugir, cedo ou tarde seremos todos atingidos”, comenta Maria Fernanda.

Os bancos zoomorfos, arte tradicional indígena, trazidos por Kulikyrda Mehinako, que estará presente no evento especialmente para a instalação, serão vendidos na ocasião e toda a renda será revertida para os artistas que os criaram. No decorrer da ação, quando um banco for vendido, ele se desprenderá do cordão que o aprisionou e encontrará uma nova casa. Ao final do evento, a vela que a mão segura será apagada, oficializando o término da performance.

O evento é no dia 07 de novembro, na Praça Adolpho Bloch, das 11h00 às 17h00, em conjunto à exposição Sentar, Ler e Escrever, do Projeto Circular Arte na Praça. Na ocasião, Maria Fernanda e Kulikyrda Mehinako farão um bate-papo às 12h00.

Além dessa iniciativa de Maria Fernanda e Kulikyrda, haverá a exposição de novas banquetas da artista Delphine Araxi Sanoian e recital e leitura de poesias com artistas do projeto SLAM, do Sesc e a Bienal do Livro.

Veja mais sobre a exposição Sentar – Ler – Escrever aqui.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.