Os revestimentos e itens realizados com pedras estão ganhando cada vez mais espaço na arquitetura de interiores. Camila e Renan Pinotti, arquitetos à frente do escritório Fibra Arquitetura, trazem dicas especiais para te ajudar a definir o melhor material de acordo com as características de cada cômodo do projeto| Texto e Fotos: Divulgação

Quando falamos em arquitetura de interiores, os revestimentos e itens realizados com pedras estão ganhando cada vez mais espaço. Mas como definir o material para o seu projeto? De acordo com Renan Pinotti, arquiteto e sócio da Fibra Arquitetura, para escolher a pedra ideal é necessário saber onde ela será aplicada. “Temos que avaliar se ficará em contato com a água, exposta ao sol, quanto peso receberá e se terá contato com calor como panelas ou churrasqueira, entre outras coisas”, esclarece.

Para saber mais, Renan e sua irmã Camila, ambos arquitetos e sócios a frente do escritório, separaram algumas dicas que contribuem a selecionar a ideal de acordo com as características de cada cômodo do projeto. Acompanhe:

Tipos de pedras

Em linha gerais, os tipos de pedras podem ser qualificados em dois grupos: pedras naturais e pedras sintéticas. Entre as naturais, o granito se apresenta com chapas mais desenhadas, daquelas que parecem ter vários pedacinhos juntos e com cores variadas como o granito Branco Itaúnas, o Preto Absoluto e o Cinza Andorinha, entre os mais conhecidos no mercado. Já o mármore conta uma uniformidade maior e com algumas manchas como o Travertino, Carrara, Calacata e Marrom Imperial.

Há quem imagine que os quartzos entram nesse grupo de pedras naturais. Mas, para decoração as chapas trabalhadas são um composto do quartzo natural com vidro ou partículas metálicas”, explica Renan.

Chamadas de pedras mais porosas ou até mesmo mais ‘moles’, as pedras naturais costumam ser mais suscetíveis às manchas – mesmo com impermeabilização –, e resistem bem ao calor por oferecerem padrões personalizados criados pela natureza. Em contrapartida, as sintéticas agregam os tampos mais resistentes a riscos, porém nem sempre são recomendadas para locais com troca de temperaturas. “Com a evolução do mercado, é muito interessante verificamos como as pedras sintéticas podem imitar a textura de mármores com cores artificiais ou mesmo proporcionar peças lisas e uma coloração uniforme e inusitada”, conta Camila Pinotti.

Trabalhamos bastante com o granito Branco Itaúnas, o Preto São Gabriel e o Branco Prime. São as pedras que mais utilizamos nos nossos projetos para a confecção ou complemento de bancadas. Além do custo-benefício, geralmente são as mais entregues pelas construtoras”, detalha Renan.

Cores

A decisão da cor sempre está relacionada com a proposta do décor como um todo. Um caminho muito eficaz realizado pelos profissionais de arquitetura é desenhar um moodboard – uma combinação de materiais nas suas diversas nuances para visualizar a melhor combinação. “Existem variadas pedras incríveis claras como Nuvolato ou mais escuras como a Nero Marquina. Além delas, há outras com características próprias como a translucidez do Ônix. Vale considerar no momento da pesquisa”, lembra Renan.

Ambientes

 

Alguns cômodos são mais propícios para a instalação de pedras, como a cozinha e o banheiro, porém, não há regras! Tudo varia de acordo com a proposta e criatividade. “Gostamos muito também de inserir pedras em ambientes como a sala de estar! Nela, é possível evidenciar um aspecto rústico ou sofisticado, dependendo de cada escolha”, aconselha Camila.

Para Renan, a estética deve ser considerada. “As pedras homogêneas e sem veios produzem uma característica mais moderna que pode combinar perfeitamente com ambientes minimalistas, impessoais e high tech, sejam cozinhas, salas, dormitórios ou banheiros”, esclarece. “Já as pedras sintéticas, que reproduzem os veios naturais carregam uma sofisticação, podem harmonizar melhor em ambientes mais orgânicos, delicados ou vintage”, complementa.

Cuidados

A grande vilã das pedras naturais ou sintéticas costumam ser as manchas. Os materiais mais resistentes desse tipo estão no grupo dos sintéticos, porém, ainda é necessário seguir uma série de cuidados para aumentar a sua durabilidade.

De acordo com Camila, a limpeza e manutenção de cada material é diferente e precisa ser verificada individualmente, mas alguns cuidados gerais podem ser realizados. “Todas as pedras devem ser secas após a lavagem para evitar surgimento de manchas decorrentes de infiltrações. Além disso, é necessário avaliar se o detergente químico é indicado para a pedra. Indicamos um teste para checar como o produto reage com o material”, sugere.

Tendências

Apesar da diversidade, a tendência entre pedras sintéticas segue com as cores mais padronizadas como branco, preto e cinza – seja nas formas mais homogênea ou em composições a partir dessas três cores. “É dando destaque para o cinza que chegamos em tonalidades e texturas inovadoras como o Silestone Lyra ou veios mais retilíneos que um natural, como o Silestone Et Noir”, explica Renan.

Já entre as pedras naturais, Camila aposta em materiais como a ardósia e granito preto absoluto no acabamento flameado. “Gosto também dos mármores brancos com veios entre o dourado e marrom, como o mármore branco pighes e o Nuvolato, que vem ganhando cada vez mais destaque”, finaliza Camila.

Serviço:

http://www.fibraarquitetura.com.br

@fibraarquitetura 

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