No coração de São Paulo, projeto de retrofit desenvolvido pelo escritório Nitsche Arquitetos demonstra o poder de sistemas construtivos em aço. Texto: Bruno Henrique Silva | Fotos: Arthur Duarte.
O projeto de retrofit no restaurante Olga Ri teve como objetivo transformar o antigo espaço para oferecer experiências imersivas. No entanto, o escritório Nitsche Arquitetos trabalhou para realizar as mudanças sem descaracterizar o imóveis existente. Nessa tarefa, a arquiteta Lua Nitsche priorizou soluções industrializadas em aço.
“Para nós, o bom desenho é aquele que consegue atingir eficiência e economia de forma poética, portanto, a principal decisão nesta obra foi ter reaproveitado ao máximo o imóvel existente. É importante valorizar o que já está construído e o sistema construtivo em aço permite o retrofit enquanto utiliza as estruturas existentes, minimizando o desperdício de recursos e reduzindo o impacto ambiental”, diz Lua.


Na renovação do espaço, as vigas de aço já existentes foram mantidas como importantes estruturas para redistribuição de cargas e definição do espaço. “Elas realçam a capacidade do aço de proporcionar solidez e estabilidade para a construção, reforçando o diálogo entre a memória do edifício e as exigências contemporâneas do design arquitetônico”, comenta a arquiteta. Os interiores, com paredes de tijolo descascado e estruturas de madeira, foram mantidos com a aplicação de 1,4 toneladas de aço.

Na construção do edifício imersivo, foi aplicado um grande “pano” de vidro na fachada, de 12m por 6,5m. Sem pilares ou montantes intermediários, a execução da fachada só foi possível por conta da treliça de aço. Esse aspecto traz ao restaurante um detalhe que não passa despercebido e que convida os visitantes a mergulhar em sua narrativa.
“Aqui no escritório acreditamos muito nessa interação entre espaço público e privado. Ver a rua é um desejo de quem sai para almoçar”, ressalta Nitsche.
