Natureza e educação encontram a intersecção ideal no projeto do Colégio Renascença, em São Paulo. Com modelo pedagógico que valoriza o contato do aluno com o meio ambiente, a escola considerou o cenário pandêmico para uma intervenção lúdica e segura. Por Pedro Zuccolotto. Fotos por Marcelo Donatelli.

Em 2018, o Colégio Renascença, por conta do seu projeto de expansão, deixou seu tradicional endereço de Higienópolis e deslocou-se para a Barra Funda em edificação de autoria do arquiteto Jonas Birger. Sobre a base contemporânea concebida pelo arquiteto, o escritório de arquitetura Barbieri+Gorski criou um percurso lúdico e priorizou espaços de acolhimento para professores e alunos seguinto os protocolos sanitários impostos pela pandemia da Covid-19. “Devido às medidas de proteção, os espaços ao ar livre se tornaram fundamentais e prioritários durante o retorno parcial e gradativo dos nossos alunos ao Colégio”, explica o professor João Carlos Martins, diretor do colégio.

Conceito

Uma das diretrizes determinantes da transformação do espaço foi a inserção de dunas e planos inclinados, promovendo o “enrugamento” do terreno absolutamente plano característico desta área de várzea do Tietê. De acordo com a arquiteta Ciça Gorski, responsável pelo projeto da área externa, o parque segue uma ideologia baseada na estimulação da curiosidade na exploração dos espaços por meio de uma abordagem lúdica e poética. O espaço, orientado pelas normas de segurança da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e com supervisão de um engenheiro de segurança, privilegia a transparência e visibilidade para que a monitoria possa ocorrer mais facilmente. “As inspirações vêm da dinâmica das próprias crianças que, pela nossa experiência, estão em constante movimento e se divertem quando os percursos lúdicos sugeridos podem ser usufruídos tanto individualmente quanto em grupo. O resultado é um espaço extenso, generoso e plano, em que são inseridos elementos topográficos que motivam os alunos, com suas experimentações, a desdobrar e a expandir o território do pátio”, reflete a arquiteta.

Teto verde

O colégio conta também com outro importante local ao ar livre, explorado por alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio: o teto verde produtivo, um setor localizado no terceiro pavimento da instituição. O espaço, que ganhou vida há três anos, segue os princípios da permacultura (um sistema de planejamento de ambientes humanos sustentáveis que se utiliza de práticas agrícolas e sociais).

Praça principal

A Praça Principal é composta por duas áreas trapezoidais. Pode ser considerada uma espécie de hall de acesso à escola que revela toda a grandiosidade da área livre e ao mesmo tempo articula o ginásio, os pátios e os acessos às salas de aula.

Brincar e estar

Essa parte era originalmente um grande gramado com quadra esportiva, equipada com equipamentos não articulados e um pequeno quiosque. Este último foi triplicado com a adição de mais 2 módulos semelhantes ao existente, sendo que um recebeu um deque sobre o pergolado (área de estar e mirante) articulado a um túnel de redes e a uma escalada com troncos de eucalipto que saem da ortogonalidade e formam superfícies de descida para o piso.

O pavilhão composto pelos três quiosques se integra aos equipamentos de madeira por meio de rampas e bancos escultóricos a um plano elevado. As crianças acessam este plano superior por rampas, escadas e arquibancada. O circuito linear envolve um tanque de areia e morrotes emborrachados, proporcionando um relevo variado a ser explorado multidirecionalmente.

Arena gramada

Essa parte era originalmente um grande gramado com quadra esportiva, equipada com equipamentos não articulados e um pequeno quiosque. Este último foi triplicado com a adição de mais 2 módulos semelhantes ao existente, sendo que um recebeu um deque sobre o pergolado (área de estar e mirante) articulado a um túnel de redes e a uma escalada com troncos de eucalipto que saem da ortogonalidade e formam superfícies de descida para o piso. O pavilhão composto pelos três quiosques se integra aos equipamentos de madeira por meio de rampas e bancos escultóricos a um plano elevado. As crianças acessam este plano superior por rampas, escadas e arquibancada. O circuito linear envolve um tanque de areia e morrotes emborrachados, proporcionando um relevo variado a ser explorado multidirecionalmente.

Ficha técnica

Construção: 2020
Área de paisagismo: 4.000 m²
Projeto: Barbieri + Gorski Arquitetos Associados
Arquitetos responsáveis: Maria Cecília Barbieri Gorski e Michel Todel Gorski

Equipe de arquitetos

Colaboradores: Luciane L. Vaz, Eliane Souza Ito, Michelle Mocelin Urano e Beatriz Johansen
Estagiária: Thais Nagata
Construção: Its Informov

Execução de equipamentos

Lúdicos: Tectom Soluções Verticais
Mobiliário: MMCité

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