Especialista faz alerta para relação entre arquitetura e doenças infecciosas

A maioria das pessoas passa a maior parte do tempo em ambientes fechados. Seja em casa, na escola ou no trabalho. Por isso, a atenção com o espaço em que se encontram deve ser redobrada. É o que alerta o arquiteto Sebastião Lopes, fundador da Arqsol Arquitetura e Tecnologia. “Muita gente não sabe que a falta de ventilação adequada não só estressa mais as pessoas, comprometendo o desempenho e a concentração, como ainda pode levar a problemas de saúde”, afirma. “Um espaço com uma ventilação inadequada ou apenas com o uso de ar-condicionado pode se tornar um ambiente propício para a dispersão de vírus e bactérias”.  

Como o período é de calor em quase todo o país e o uso desse tipo de equipamento se torna mais frequente, vale o alerta. “É por isso que os médicos recomendam que as crianças não vão para a escola, por exemplo, quando ficam doentes. Eles sabem que elas ficarão em um espaço fechado, sem ventilação, facilitando o contágio dos colegas”, acrescenta o sócio da Arqsol.

Segundo Sebastião Lopes, a ventilação cruzada é uma excelente estratégia para manter o ambiente fresco, com a sensação térmica ideal. Para isso, é preciso que as aberturas – portas e janelas – estejam em zonas de pressão opostas, pois o ponto de entrada do ar fresco e o de saída do ar interno precisam estar em sintonia. “O benefício é para o bolso também, já que há uma redução de gasto com energia”, explica. 

Caso exista a necessidade de equipamentos capazes de refrigerar ou reduzir a temperatura do ambiente, a dica é optar pelo climatizador evaporativo, uma espécie de ventilador com um reservatório de água. Além de consumir até 90% menos de energia que o ar-condicionado, ele retém as impurezas e ajuda a elevar a umidade do ar, evitando ressecamento das vias respiratórias.  

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