Big data, Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial (IA): conceitos-chave são a base  para os avanços tecnológicos no setor de elevadores. Téchne reuniu o portfólio de soluções de três dos principais players com fábricas no Brasil. Por Gustavo Curcio

O ano era 1853. Elisha Graves Otis deu o pontapé inicial à tecnologia que seria responsável e propulsora da verticalização nos grandes centros urbanos. “O sistema de segurança do elevador – o primeiro com garantia de segurança em caso de rompimento de cabos – deu origem às cidades modernas, revolucionou suas arquiteturas e transformou a maneira como as pessoas vivem e trabalham”, afirma Frank Smith, diretor executivo da Otis Latin America. Em 1880, o alemão Werner von Siemens construiu o primeiro elevador elétrico, com motor construído a partir de um sistema de engrenagens e dínamo elétrico.

Inaugurado em 1931, o icônico Empire State Building foi o primeiro edifício com mais de 100 andares, marco extraordinário. “A Otis ajudou a tornar isso possível, fornecendo os elevadores mais rápidos e avançados da época. A maioria apresentava sistemas  sofisticados para controlar a velocidade e o nivelamento, mas precisavam de um ascensorista na época”, conta Smith. O exemplo do cartão-postal nova-iorquino traz à tona uma realidade no setor de elevadores: atualização e manutenção constantes. O pós-venda dos elevadores é talvez mais importante do que a própria instalação dos equipamentos. 80 anos depois da inauguração – desta vez para modernizar os elevadores como parte de um grande projeto para reinventar a torre para o século 21 –, a Otis foi acionada novamente para atualizar o sistema de elevadores do edifício desejoso de posicionar-se como modelo de sustentabilidade, sede ideal para empresas de tecnologia e, claro, um dos grandes destinos turísticos da Big Apple. “Concluída em 2019, a modernização está entre as maiores e mais complexas da história da empresa. Os elevadores modernizados são 50 a 75% mais eficientes do que os equipamentos originais”, explica Smith.

O sistema implementado captura a energia que, de outra forma, seria desperdiçada na forma de calor e a retorna para a rede elétrica do prédio para uso por outros sistemas. Com uma logística própria de gerenciamento, os passageiros chegam aos seus destinos 50% mais rápido durante os horários de pico das viagens. Os equipamentos possuem cintas de poliuretano em vez de cabos de aço convencionais para proporcionar uma viagem livre de balanço e silenciosa. Segundo o fabricante, os novos elevadores do arranha-céu transportam 10 milhões de usuários e visitantes a cada ano. Espigões icônicos mundo-afora são equipados com sistemas da pioneira Otis, como o Burj Khalifa, nos Emirados Árabes, a Torre Eiffel e o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

Elevador de vidro personalizado fabricado pela Otis. Conecta o 86º andar ao observatório do 102º andar do icônico Empire State Building, em Nova Iorque.

Elevadores no Brasil

Em terras brasileiras, o elevador mais antigo está num dos edifícios postos em foco pela pandemia da Covid-19: o Castelo Mourisco, sede da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). Construído entre 1905 e 1908 com projeto do arquiteto português Luiz Moraes Júnior, o edifício foi tombado em 1981 pelo Iphan. Por aqui, a tradição dos grandes arranha-céus passa longe dos ousados espigões da América do Norte ou do Oriente. O sistema  desenvolvido pela thyssenkrupp Elevadores para o One World Trade Center de Nova Iorque, por exemplo, é o mais rápido do Ocidente, com velocidade de 10 metros por segundo.

Téchne tem noticiado eixos importantes em todo o Brasil num processo de verticalização experimentado em cidades como Goiânia (GO) ou Balneário de Camboriú (SC). Embora
mais modestos, os empreendimentos incorporam tecnologias bastante avançadas do setor de elevadores. O One Tower, obra da FG Empreendimentos Imobiliários em Camboriú será um dos edifícios residenciais mais altos do país, com 280 metros. O sistema também  desenvolvido pela thyssenkrupp é composto por 5 elevadores com 70 paradas. O Yachthouse by Pini Farina, tema de reportagem de capa de Téchne no início de 2020, utiliza equipamentos da Atlas Schindler com 18 elevadores.

“Com 281 metros de altura e 81 andares, os moradores e visitantes do edifício localizado em Balneário Camboriú percorrerão quase 300 metros de altura em menos de um minuto – serão aproximadamente 45 segundos do térreo ao último pavimento de apartamentos, graças ao sistema com cabos de tração com alongamento reduzido e grande performance mecânica”, conta Sérgio Wriedt, diretor de Novas Instalações e Gestão de Contas-chave da Atlas Schindler. Wriedt fala sobre o pioneirismo da empresa no cenário da verticalização brasileira. “Um exemplo histórico é o edifício Sampaio Moreira, em São Paulo, que na década de 1920 era considerado o mais alto da América Latina”, relata. A Atlas Schindler acumula o legado de mais de um século no mercado brasileiro, que teve como início a primeira indústria de elevadores do país, fundada por Carlos Dumont Villares em 1918 com o nome de Pirie, Villares & Cia., posteriormente chamada de Atlas Elevadores.

Yachthouse by Pini Farina, tema de reportagem de capa de Téchne no início de 2020, utiliza equipamentos da Atlas Schindler com 18 elevadores.

Digitalização

A pandemia acelerou o processo de digitalização na construção como um todo,  sobremaneira no setor de elevadores. Diante das restrições impostas pelo coronavírus, as empresas têm investido em Pesquisa e Desenvolvimento. A Otis, por exemplo, encomendou
um estudo sobre o fluxo de ar do elevador para descobrir como afeta o risco de transmissão do vírus Covid-19 entre os passageiros e de que maneira é possível minimizar os riscos através de protocolos de segurança com base científica. “O estudo está sendo realizado pelo Dr. Qingyan (Yan) Chen, James G. Dwyer, professor de Engenharia Mecânica do Purdue University nos Estados Unidos, reconhecido por sua pesquisa sobre a propagação de doenças infecciosas através dos sistemas de ar internos e como se proteger. O estudo está em andamento e esperamos poder divulgar os resultados em breve”, conta Smith.

“A tendência é ir além e conectar cada vez mais o passageiro e o elevador, por meio de identificação de voz, por exemplo, entre outras soluções que já estão disponíveis no mercado”, explica Paulo Henrique Estefan, Vice-presidente de operações da thyssenkrupp
Elevadores para a América Latina em entrevista exclusiva para Téchne. O sistema implementado no One World Trade Center de Nova Iorque foi desenvolvido no Brasil. “O prédio mais alto dos Estados Unidos, com 108 andares e 541 metros de altura, utiliza tecnologia desenvolvida no Brasil que reduz as oscilações da cabina em prédios altos, proporcionando movimentações confortáveis aos passageiros”, explica Estefan.

Segundo o gestor da thyssenkrupp Elevadores, estima-se que o Brasil possua mais de 400 mil  elevadores instalados em operação. “Isso representa um parque em operação que  requer atualização tecnológica para compatibilizar equipamentos com tecnologias
que atualmente saem de fábrica”, explica. O desafio, segundo Otis, thyssenkrupp e Atlas Schindler, passa por soluções baseadas no big data, Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial (IA). Reunimos cases e soluções destes três players do setor com ampla atuação no Brasil nas páginas a seguir.

One World Trade Center, de Nova Iorque, utiliza sistema desenvolvido no Brasil pela thyssenkrupp para diminuir as
oscilações durante o transporte.

thyssekrupp Elevadores

Fábrica: Guaíba, Rio Grande do Sul

Histórico da companhia

Há 40 anos no mercado, a thyssen]krupp Elevator se tornou uma empresa independente em agosto de 2020. Com clientes em mais de 100 países atendidos por mais de 50 mil funcionários, atingiu vendas de cerca de 8 bilhões de euros no ano fiscal de 2018/2019. A linha de negócios mais importante da empresa é a de serviços, com aproximadamente 1,4 milhão de unidades em manutenção e mais de 24 mil técnicos de serviço em todo o mundo. O portfólio de produtos abrange desde elevadores para edifícios residenciais e comerciais até soluções personalizadas para arranha-céus de última geração, como o One World Trade Center, em Nova York (EUA).

Também fabrica escadas rolantes e esteiras rolantes, pontes de embarque de passageiros, escadas e uma linha de acessibilidade, bem como soluções de serviço personalizadas, como MAX, a primeira solução de manutenção preditiva do setor – cobrindo assim um amplo espectro de mobilidade urbana. Na América Latina, o parque fabril e a matriz estão instalados em Guaíba, Rio Grande do Sul. A fábrica atende o mercado nacional e também exporta para a América Latina. No Brasil, são 67 filiais e postos de serviços localizados em diferentes capitais e cidades brasileiras, garantindo cobertura nacional na manutenção de elevadores, escadas e esteiras rolantes. Também possui filiais em 12 países da América Latina, além do Brasil (Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai) e representantes em outras localidades, como Caribe.

Pesquisa e desenvolvimento

A empresa possui Centros de Pesquisa no mundo para pensar em novas tecnologias aplicadas em elevadores e um deles é no Brasil, no Rio Grande do Sul, onde fica a sede da empresa e o parque fabril. “O desenvolvimento de um novo produto é mundial e nosso time de engenharia íntegra importantes projetos. Para citar um deles, podemos destacar as corrediças ativas (active roller guide) tecnologia instalada em 45 elevadores do One World Trade Center, o prédio mais alto dos EUA com 108 andares e 541 metros de altura. Investimos também na formação técnica e em novas tecnologias para a manutenção de equipamentos multimarcas, a partir do ITS – International Technical Services, centro tecnológico e de formação da empresa, que fica em São Paulo, onde foi desenvolvido o esterilizador para corrimãos de escadas rolantes e esteiras para combater a disseminação do novo coronavírus”, conta Paulo Henrique Estefan. Diante do contexto da pandemia da Covid-19, a companhia focou os investimentos em três pilares: tecnologias de higiene, distanciamento social e tecnologias sem toque para prevenir a propagação do vírus em elevadores e escadas rolantes. “Muitas dessas inovações baseadas em tecnologias UV-C e livres de toque (touchless) vieram para ficar e permanecerão relevantes mesmo após a pandemia”, explica o executivo.

Obras icônicas no Brasil

One Tower (Balneário Camboriú, SC, em construção)

  • 05 elevadores (70 paradas)
  • Será um dos prédios residenciais mais altos do país com 280 metros de altura da FG Empreendimentos Imobiliários

Metrô de São Paulo (São Paulo, SP)

  • 534 elevadores e escadas rolantes em operação

 

Birman 32 (São Paulo, SP)

  •  27 elevadores (29 paradas/125 metros de altura).
  • Os elevadores mais rápidos do Brasil com 7 metros por segundo FLPP – Faria Lima Prime Properties

Riogaleão – Aeroporto Internacional Tom Jobim (Rio de Janeiro, RJ)

  • 96 elevadores
  • 77 escadas rolantes
  • 20 esteiras rolantes
  • 58 pontes de embarque de passageiros
  • Oito plataformas de acessibilidade.

GRU Airport – Aeroporto Internacional de São Paulo (Guarulhos, SP)

  • A empresa é responsável pela manutenção de mais de 200 equipamentos entre elevadores, escadas e esteiras rolantes, pontes de embarque e produtos específicos para a acessibilidade, como as plataformas verticais.

Últimos avanços tecnológicos

  • Manteunção preditiva: Impulsionou a transformação digital do setor. O sistema MAX utiliza tecnologia de monitoramento remoto que analisa os dados dos elevadores e identifica com antecedência os componentes que precisam ser trocados antes que uma falha aconteça, evitando a paralisação do equipamento. “A manutenção preditiva também nos dá um diagnóstico mais preciso sobre as causas do problema, auxiliando nossos técnicos de campo na execução do serviço”, explica Estefan. Recentemente a empresa anunciou a integração da plataforma digital MAX baseada na nuvem com todos os tipos de novos elevadores e escadas rolantes, criando assim uma rede de transporte urbano mais confiável e rápida em todo o mundo.
  • Elevador sem cabos: Na esteira do processo de verticalização das cidades e do crescimento da população urbana, outra inovação é o MULTI, primeiro elevador sem cabos do mundo. A cabina pode se deslocar na vertical e também na horizontal, abrindo caminho para projetos arquitetônicos diferenciados e para novas alternativas para a mobilidade nas grandes cidades. O MULTI oferece várias cabinas, operando em loop,  como se fosse um sistema de metrô dentro de um prédio. “Como não usa cabos, roda em um sistema seguro de freio de vários níveis redundantes, dados sem fio e gerenciamento de energia nas cabinas. Na prática, isso significa que os próximos edifícios contarão com elevadores conectando diferentes pontos em um mesmo nível, o que eliminaria, por exemplo, a necessidade de passarelas ou pontes”, explica Estefan. O primeiro MULTI está instalado na torre de teste de 246 metros em Rottweil, sede do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da thyssenkrupp Elevadores, na Alemanha.
  • Dois elevadores, um poço: O TWIN permite dois elevadores em operação em único poço de forma independente. Cada um possui seus próprios componentes mecânicos e elétricos, mas compartilham as guias, portas de pavimento e poço de elevador. Na prática, o sistema ocupa menor espaço, ampliando a área útil do edifício, entre outros benefícios. O sistema TWIN está presente em mais de 50 edifícios no mundo.

Sustentabilidade

Segundo dados da empresa, em média o elevador responde por 5% a 15% da energia elétrica consumida por um edifício. A thyssenkrupp desenvolve ações sob a ótica do ciclo completo do elevador, desde o chão de fábrica até a prestação de serviço de manutenção. “Nossa planta, em Guaíba, Rio Grande do Sul, acaba de ser certificada com a ISO 50001, norma internacional que define as práticas de gestão de energia consideradas as melhores do mundo”, relata Estefan. Recentemente a companhia publicou uma Declaração Ambiental de Produto (EPD) para a linha Evolution de elevadores, a primeira no segmento em toda a América Latina. “Nosso objetivo é atender a demanda do mercado da construção green building para construirmos um futuro mais limpo e sustentável”, conclui o executivo. Entre as características dos elevadores Evolution que reduzem seu impacto ambiental está a classificação A de eficiência energética, conforme a ISO 25745-2. Em termos de produtos que reduzem o consumo de energia elétrica em até 40%, a empresa ainda destaca as máquinas de tração sem engrenagem com ímãs permanentes, que não precisam de óleo, portanto contribuem com a preservação do meio ambiente. A iluminação LED é outra tecnologia que reduz o consumo de energia com o elevador, em torno de 75%, valor que pode ser ampliado se for desligada quando o elevador não está em uso. O Evolution ainda possui o sistema regenerativo de energia, que devolve parte da energia não consumida pelo elevador para a rede elétrica do edifício, como se fosse um gerador de energia; e o modo stand by, que deixa o elevador em modo de espera após cinco minutos sem uso, portanto, economizando energia.

Soluçoes

  • Max: É a primeira solução de manutenção preditiva da indústria mundial de elevadores, baseada em IoT e Inteligência Artificial. O sistema coleta e envia os dados dos elevadores para a nuvem e faz uma análise da vida útil dos componentes com o auxílio de um algoritmo exclusivo. Ao detectar um problema, o MAX “fala” com o técnico e já sugere opções para solucionar o defeito para uma ação preditiva mais eficiente antes que o elevador pare por causa de uma falha técnica. Desta forma, é possível reduzir o tempo de inatividade do elevador pela metade. Quanto mais dados são coletados, melhor será a confiabilidade do MAX. Além disso, o machine learning permite que o algoritmo do MAX saiba por que uma falha ocorreu e qual foi a causa e, a partir dessa análise, a engenharia pode melhorar o produto. A comunicação entre o MAX e o técnico de manutenção é feito por meio de app, via smartphone. Na outra ponta do processo, por meio de outro app, o cliente é notificado sobre o problema detectado e o status do atendimento. Todos os dados sobre o técnico são passados pelo aplicativo, como nome e tempo de chegada. No Brasil, todos os elevadores já saem de fábrica com esta  tecnologia. Para os elevadores já em operação, a tecnologia é amigável e pode ser incorporada.
  • Evolution 200 e 300 e Synergy 100: Para empreendimentos residenciais ou comerciais de baixo, médio ou alto tráfego. Atende projetos de médio e alto tráfego tanto residenciais como comerciais. O synergy 100 é exclusivo para projetos residenciais de baixo tráfego. Ambos possuem máquinas de tração sem engrenagem com imãs permanentes. Utilizam a tecnologia belt de tracionamento por cintas. Atendem à norma de acessibilidade NM 313, com botões em braile e dimensões das portas, entre outros recursos. São dotados de sistema que libera os passageiros automaticamente em caso de falta de energia.

  • Max voice: Tecnologia que permite uma comunicação direta, de dentro do elevador, entre o passageiro e a central de atendimento da empresa 24 horas por dia. A solução é indicada para prédios residenciais e comerciais e é eficiente para condomínios que adotaram portarias virtuais ou remotas, onde o atendimento não é físico.

Otis Elevator Company

Fábrica: São Bernardo do Campo, São Paulo

Histórico da companhia

Foi fundada em 1853 por Elisha Graves Otis, pioneira ao lançar um primeiro sistema de  segurança de elevador. “Somos a empresa líder mundial em produção, instalação e
prestação de serviços para elevadores e escadas rolantes. Movemos mais de 2 bilhões de
pessoas diariamente e mantemos mais de 2 milhões de elevadores e escadas globalmente, o maior portfólio de manutenção da indústria”, explica Frank Smith, Diretor Executivo para a Otis Latin America. A empresa tem sede em Connecticut, EUA. Soma 69 mil funcionários, incluindo 40 mil profissionais de campo em 200 países. Em 2013, inaugurou no Brasil fábrica em São Bernardo do Campo, São Paulo, com uma planta de mais de 20 mil metros
quadrados. As instalações são a quarta planta da empresa no Brasil desde o início de suas operações no país, em 1930, e atendem às demandas dos mercados da América Latina. A unidade ainda conta com uma torre de testes de elevadores com 47 metros de altura; um centro de treinamento técnico e um showroom com mais de 400 m² de área que apresenta as novas tecnologias, interior de cabinas e acabamentos, além de abrigar o museu institucional da marca.

Últimos avanços tecnológicos

  • Ecall: A Otis em breve lançará na América Latina seu aplicativo de smartphone eCall™, para que os passageiros acionem os elevadores de seus smartphones, reduzindo o  contato físico e a exposição aos germes, além de tornar a viagem mais rápida. O eCall™ possui tecnologia Bluetooth®, oferecendo uma experiência perfeita aos passageiros.
  • Compass 360º: É a terceira geração do sistema de gerenciamento de destinos e oferece aos clientes a possibilidade de controlar o número de passageiros atribuídos a um  elevador para promover o distanciamento social. Move as pessoas com mais eficiência, reduzindo o tempo de espera e de viagem em até 50% em comparação com os sistemas de gerenciamento de destino convencionais. O sistema direciona os elevadores para onde são necessários e elimina paradas duplicadas.
  • Botão touchless: Lançará em breve na América Latina o botão touchless para elevadores. Essa tecnologia permite que os usuários chamem o elevador através da  aproximação da mão com o botão de chamadas, evitando o contato físico. Com este sistema, a possibilidade de contaminação e disseminação de vírus e bactérias é automaticamente reduzida.
  • Otis One Iot: Seu foco é melhorar o tempo de atividade do elevador. Otis ONE™ IoT analisa dados de elevadores com sensores para prever tendência e recomendar  manutenção proativa e preditiva, resultando em menos desligamentos. Ao manter os elevadores funcionando, a possibilidade de superlotação, devido à disponibilidade limitada, é reduzida, prevalecendo o distanciamento social. O Otis ONE™ IoT já está disponível nos EUA, França, Alemanha, Áustria, Hong Kong, Cingapura e China. E neste ano ainda a América Latina terá seu lançamento oficial.
  • Sistema de purificação de ar: A Otis lançou no mercado um sistema de purificação de plasma para elevadores, que usa um gerador de ânions e lâmpada ultravioleta para eliminar germes e outros microorganismos para promover a higiene em elevadores, proporcionando melhores condições para os passageiros.

Pioneirismo

A história da Otis inclui uma série de iniciativas pioneiras no setor que possibilitaram a melhora do desempenho de seus equipamentos, enriqueceram a experiência dos  passageiros e possibilitaram a revolução da arquitetura. A máquina de tração sem engrenagens superou limites. O elevador de cabina dupla possibilitou um aumento de  espaços rentáveis em um edifício. Os elevadores automáticos eliminaram a necessidade de um ascensorista. Controles computadorizados reduziram o tempo de viagem. As cintas de aço revestidas possuem o dobro da durabilidade dos cabos de aço convencionais. E a tecnologia de monitoramento remoto é uma das primeiras a utilizar o big data e análises preditivas para um melhor desempenho. No Brasil, a história da Otis começou em 1906 com a instalação do seu primeiro elevador no Palácio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro. Os equipamentos encontram-se até hoje em funcionamento, mantendo suas características estéticas originais e sob a manutenção da Otis.

Sustentabilidade

Um bom exemplo de sustentabilidade aplicada aos produtos da empresa é o elevador Gen2. Há 20 anos, o produto foi apresentado ao mercado. Hoje, é o sistema mais vendido da Otis, com mais de 1 milhão de unidades em funcionamento. O Gen2 foi desenhado para maximizar a eficiência energética. Possui um sistema de cintas de aço revestidas com poliuretano para suspender as cabinas dos elevadores. Desta forma, nem as cintas e nem a
máquina precisam de lubrificação, eliminando o uso de óleo, substância que pode gerar impactos negativos irreversíveis ao meio ambiente. Sem contar que as cintas de poliuretano duram até três vezes mais que o cabo de aço convencional, diminuindo a
necessidade constante de gastos com manutenção. Outro componente-chave que torna o elevador ecologicamente correto é o fato dele possuir como acionamento o drive ReGen. Esta tecnologia de drives combinados com uma máquina sem engrenagem (Gen2) possibilitam que a energia desperdiçada em sistemas tradicionais em forma de calor possam realimentar a rede elétrica interna do edifício. O que antes era desperdício torna-se geração de energia. Este pacote tecnológico pode trazer redução de consumo de energia
de até 75% se comparado a equipamentos convencionais sem drives regenerativos, oferecendo maior durabilidade, além de viagens mais suaves e silenciosas. O processo de
instalação é rápido e dispensa a tradicional casa de máquina.

Cabinas da linha Gen2. A tecnologia dispensa o uso de cintas e as máquinas não necessitam de lubrificantes.

Cristo Redentor

O monumento foi inaugurado em 12 de outubro de 1931 e declarado Patrimônio Histórico Nacional no Brasil em 1973. É um símbolo mundial e um dos principais pontos turísticos do Rio de Janeiro e do Brasil, recebendo cerca de 3 milhões de visitantes anualmente. Os equipamentos da Otis (três sistemas de elevadores Gen2 ™ e quatro escadas rolantes externas) oferecem aos visitantes uma rota alternativa para o cume da montanha do Corcovado. Para chegar à estátua, a maioria dos visitantes sobe em um trem de roda dentada a encosta da montanha, depois sobe escadas íngremes, totalizando 220 degraus, até a estátua e mirantes do Rio de Janeiro e do Oceano Atlântico. Os elevadores Gen2™ e as escadas rolantes permitem que os visitantes subam até ao Corcovado, evitando as escadas convencionais. Os elevadores panorâmicos foram instalados perto da plataforma de chegada e partida dos trens e transportam passageiros até 30 metros para uma área de visitantes, onde escadas rolantes Otis S-NPE 1030 de última geração estão disponíveis para mover os passageiros para o topo. Tanto a torre do elevador quanto as escadas rolantes foram projetadas para seguir os contornos do lado norte da montanha e as árvores camuflam o poço do elevador.

Atlas Schindler

Fábrica: Londrina, Paraná

Histórico da companhia

Em 1918, Carlos Dumont Villares fundou a primeira indústria de elevadores da América Latina, a Pirie,Villares & Cia. que, posteriormente, se tornaria a Elevadores Atlas. Em 1937, a Atlas chegou à marca dos mil elevadores comercializados. “Desde essa data, mantemos essa tradição e comemoramos ao lado de nossos clientes cada mil equipamentos vendidos. Superamos a marca de 218 mil elevadores no país no final de 2020”, conta Sérgio Wriedt, Diretor de Novas Instalações e Gestão de Contas da empresa. A Atlas Schindler esteve presente em projetos icônicos como o edifício Sampaio Moreira, em São Paulo, na década de 1920 foi considerado o mais alto da América Latina; as escadas rolantes da Galeria Prestes Maia, também na cidade de São Paulo; os edifícios da nova capital Brasília, para os quais foram entregues mais de 300 equipamentos na época de sua construção em 1960. Em 1971, a Atlas Elevadores inaugurou sua torre de testes para desenvolvimento de novos produtos. Com 77 metros, integra o grupo de cinco centros de pesquisa do Grupo Schindler, provendo tecnologia desenvolvida por engenheiros brasileiros para o
mundo.

Em 1998, a companhia inaugurou uma nova fábrica em Londrina, no Paraná. Com 46 mil metros quadrados, é uma das dez unidades fabris do Grupo Schindler e é considerada uma das mais modernas do Grupo também. Tem capacidade para atender todo o mercado nacional e ainda exportar para países da América Latina, principalmente para o Chile, Colômbia e México. Em 1999, o Grupo Schindler adquiriu a Elevadores Atlas e a junção dessas duas empresas dá origem à Atlas Schindler. A Atlas Schindler atua em três frentes: novas Instalações, área responsável pela produção e comercialização de novos equipamentos; Atendimento Avançado, segmento que atua na manutenção de equipamentos já instalados; e Modernização, área que responde pelos projetos de atualização tecnológica de elevadores e escadas rolantes. Soma 5 mil e quinhentos colaboradores, dos quais 3 mil técnicos especializados e 150 postos de atendimento distribuídos por todo o país. A matriz está localizada em São Paulo capital. O grupo conta com duas fábricas no país, a unidade fabril de Londrina no Paraná para a fabricação de equipamentos e o Service Center, em São Paulo, uma fábrica exclusiva de peças originais de reposição.

Obras icônicas

Yachthouse by Pininfaria (Balneário de Camboriú, SC)

  • 18 elevadores da marca.
  • O residencial conta modelos da linha Schindler 7000, Schindler 3300 New Edition e Schindler 5500.
  • 22 elevadores no empreendimento.
  • 10 elevadores para atendimento direto dos apartamentos.
  • 35 toneladas de motores.
  • Percurso de 275 metros em menos de 1 minuto.

Ez Parque da Cidade (São Paulo, SP)

  • 12 elevadores, sendo 10 Schindler 5500 com capacidade para 14 passageiros.

Esther Tower (São Paulo, SP)

  • 20 elevadores, sendo 10 deles da série Schindler 7000.

Soluções

  • Ahead Doorshow: Sistema que transforma as portas do elevador em espaço para divulgação de conteúdo digital projetando imagens, vídeos, informações ou mensagens publicitárias aos passageiros que aguardam para embarcar. Com a nova plataforma de comunicação, os passageiros são entretidos e informados enquanto aguardam para entrar na cabina. O projetor instalado acima das portas apaga a imagem assim que elas se abrem, reiniciando automaticamente quando se fecham novamente. O conteúdo multimídia pode ser atualizado remotamente em tempo real, e o responsável pode definir uma lista de reprodução para cada DoorShow ou programar um conteúdo para determinado horário do dia, eventos especiais etc. O sistema permite a inserção de mensagens publicitárias em locais de alta circulação de pessoas, gerando entretenimento, forte exposição de marca e rentabilidade.
  • Plataforma Schindler Ahead: Traz a internet das coisas para o universo dos elevadores, escadas rolantes e esteiras. Foi lançada em 2018. Por meio da tecnologia é possível conectar equipamentos, clientes e passageiros com a Central de Operações e técnicos de maneira eficiente.
  • Ahead core: Está dentro da plataforma Schindler Ahead e permite, através de um computador de bordo de alta perfomance, o monitoramento dos equipamentos em tempo real, 24 horas por dia, sete dias por semana. Com isso, todas as informações do equipamento são enviadas para a equipe do Technical Operation Center (TOC). A equipe identifica possíveis falhas e abre um chamado automático para problemas que  necessitem de intervenção imediata, direcionando o técnico para o local. Assim, o Ahead Core permite a manutenção preditiva, onde possíveis falhas são identificadas antecipadamente, evitando a paralisação dos equipamentos e aumentando a  revisibilidade das manutenções.
  • Controle inteligente de tráfego: Permitiu o desenvolvimento de uma nova geração de sistema controlado por cartão de acesso, sem uso de digital. O Schindler PORT Technology calcula a rota ideal para o acesso a cada andar do edifício e atribui o melhor elevador para cada chamada, oferecendo um serviço muito mais eficiente tanto nos horários de pico quanto nos momentos em que o fluxo de pessoas é menos intenso.
  • myPort: Sistema que permite o reconhecimento de chamadas personalizadas. Habilita a chamada dos elevadores à distância, insere a chamada para um pavimento específico e abre a porta de entrada do apartamento ou escritório. Pode, também, integrar vídeo-chamadas no smartphone e autorizar o acesso a convidados de maneira remota. O myPORT opera com níveis de segurança bancária em seus códigos de acesso entre o smartphone e o sistema de operação do elevador. A inovação contribui para evitar o  toque manual na operação do elevador e assim cumprir com os protocolos sanitários.
  • Ahead telealarm: Oferece suporte imediato ao passageiro que, eventualmente, fica retido dentro do elevador. Ao acionar o botão de alarme no interior da cabina, o passageiro se comunica diretamente com o Contact Center da Atlas Schindler, mesmo sem energia elétrica, e o técnico é acionado imediatamente para ir ao local resolver a situação. O acompanhamento do Contact Center é realizado até que o problema seja solucionado e o passageiro liberado. Com a tendência de portaria remota, a tecnologia do Telealarm proporciona mais segurança aos passageiros e conveniência aos síndicos.

Pesquisa e desenvolvimento

A Atlas Schindler lançou em 2018, ano de seu centenário no Brasil, o Schindler Ahead, tecnologia que utiliza análises avançadas para prever falhas antes que aconteçam e ofertar produtos e serviços inéditos, colocando a internet das coisas de vez no cotidiano dos centros urbanos. Todos os elevadores e escadas rolantes já saem com a tecnologia integrada de fábrica, porém modelos já existentes também podem ser adaptados para receber a solução. “Além da tecnologia IoT do Schindler Ahead que torna a assistência remota para monitoramento e manutenção de elevadores cada vez mais frequente, outra solução que está se tornando mais comum neste período são os sistemas touchless, que tornam os equipamentos cada vez mais digitais, reduzem o contato e a interação física com o equipamento, assim como o uso de luz ultravioleta para higienizar corrimãos de escadas e esteiras rolantes”, explica Wriedt.

Sustentabilidade

Os elevadores dotados dos sistemas PORT Technology contribuem para alcançar padrões de eficiência energética com a otimização do funcionamento, redução do número de partidas e paradas em cada viagem, além de colocá-los automaticamente em modo stand by nos momentos de baixo tráfego. Os elevadores acionados por inversores de frequência regenerativos, máquinas sem engrenagem de imã permanente e operados com tecnologia PORT de gerenciamento de tráfego alcançam eficiência energética da ordem de 50% no consumo de energia, quando comparados às instalações equivalentes de gerações anteriores. Esses resultados contribuem para a obtenção de certificações LEAD pois sua eficiência energética é nível A. “Da mesma forma, também para edifícios de menor porte que não requerem sistemas de antecipação de chamadas, os elevadores Schindler são especificados com máquinas sem engrenagem, que dispensam o uso de cabos de aço e a construção de casa de máquinas, apresentando nível A em eficiência energética”, conclui o gestor.

Matéria publicada originalmente na revista Téchne.

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