Terraço e piscina: um desafio estético e estrutural em Floripa

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Com projeto do arquiteto Gabriel Bordin, a cobertura catarinense tem como ponto alto da proposta a piscina, alocada após vencer um desafio estrutural. Fotos: Fábio Jr. Severo

Vista da baía de Floripa a partir do terraço. Detalhe do revestimento Atlas sobre a estrutura da piscina de fibra de vidro da Unlimited Pool.

A cobertura de 230m², dos quais 85m² são áreas de terraço aberto deveria servir com um refúgio para o morador. Um lugar aconchegante, voltado ao conforto e ao convívio de modo descomplicado. O espaço foi dividido por três grandes portas de vidros que, quando abertas, eliminam os limites interno e externo. O grande terraço foi idealizado como coração do projeto e é ideal para receber amigos. A vista abraça a baía norte da ilha de Florianópolis. Toda a ambientação do espaço foi pensada para extrair o melhor da vista e ainda garantir um convívio despretensioso da área externa. A piscina, projeto desenvolvido juntamente com a Unlimited, tem o intuito de criar a alusão de fazer parte da água do mar.

Um desafio estrutural

            “Sem dúvida, a piscina se tornou o ponto focal mais importante do projeto, ao ponto que se fundo ao mar. Para conseguirmos locá-la naquele local, foram necessárias obras de reforço estrutural na viga original do terraço, e o projeto só foi possível graças ao sistema de construção leve das piscinas fornecidas pela Unlimited. A maior inspiração para o projeto foi a própria paisagem do local, e o potencial do sol que ali se põem”, afirma o Bordin. A piscina recebeu revestimento Atlas com aspecto orgânico.

            A área interna é composta pela piscina, um grande banco que ampara a mesa de jantar e por peças soltas que brincam com as cores marinho e vinho em corda náutica. Com o mesmo intuito de integração máxima com a paisagem, o jardim vertical tem início ao lado da porta da sala, camuflando o chuveiro e revestindo toda a área do guarda corpo integrando-se a vista da mata preservada às margens da baia. Ao lado da piscina o banco transforma-se ainda em um platô que abriga um futon que faz as vezes de espreguiçadeira.

            Inicialmente a equipe havia projetado uma piscina de concreto armado. Porém, quando consultou os engenheiros, identificou que a estrutura existente não atenderia à demanda extra de carga  gerada por  uma piscina com esse sistema construtivo. “Na busca por um sistema que se encaixasse nos padrões aprovados pela engenharia, chegamos até um fornecedor que, com seus sistema de piscina de vibra de vidro revestidas de cerâmica, ficava dentro dos padrões de carga aceitáveis”, conta Bordin. Assim, mantendo toda a característica visual do primeiro projeto, aparentando ser 100% de concreto, a equipe resolveu a questão da piscina. “Apesar da redução de carga, ainda tínhamos uma viga — bem no ângulo da cobertura onde a piscina seria locada — que apresentava pouca capacidade de recebimento de carga extra”, completa. Neste trecho, foi criado um reforço com uma segunda viga invertida ligando o pilar mais próximo à viga extrema do guarda-corpo.

Hierarquia dos ambientes

            O apartamento tem a seguinte divisão de espaços: suíte máster, suíte de hospedes, academia, living social, composto por sala de tv, jantar e terraço social. Na reforma, “basicamente a área social foi 100% integrada”, explica o arquiteto. Dois quartos deram lugar a uma grande suíte máster, e o terraço ganhou áreas de jardim de casa térrea. “Toda a elétrica e hidráulica foi trocada pra garantir o bom funcionamento, tendo em vista a idade das instalações originais. No caso do terraço a laje sofria com problemas de infiltração, e retorno de mau cheiro das tubulações de esgoto. Tudo foi resolvido na obra”, conta Bordin.

O terraço

            É composto pela piscina, um grande banco que ampara a mesa de jantar e em sua extensão torna-se sofá. Os demais móveis ficam a cargo de peças da Tidelli, fornecidos pela Bellacatarina, peças soltas que brincam com as cores marinho e vinho em corda náutica. “Com o mesmo intuito de integração máxima com a paisagem, o jardim vertical tem início ao lado da porta da sala, camuflando o chuveiro e revestindo toda a área do guarda corpo integrando-se a vista da mata preservada às margens da baía”, explica Bordin. O piso e bancos foram todos executados em Itaúba, e as demais paredes e base do banco em porcelanato preto fosco da Portinari. Ao lado da piscina o banco transforma-se ainda em um platô que abriga um futon que faz as vezes de espreguiçadeira.

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