Soluções para o bairro da Gamboa são discutidas no workshop internacional Habitar o Centro

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Reprodução: CAU/RJ

Arquitetos e urbanistas e estudantes do Brasil e dos Estados Unidos puderam conhecer melhor a área da Gamboa, na sexta-feira, 27 de setembro, como parte do workshop internacional “Habitar o Centro”. O grupo participou de um tour que saiu do Museu de Arte do Rio (MAR) e seguiu até a Praça da Harmonia, passando por locais como o Largo do São Francisco da Prainha, Morro da Conceição, Morro da Providência, Cais do Valongo e Moinho Fluminense.

Reprodução: CAU/RJ

O presidente do IAB-RJ, Pedro da Luz, foi o responsável por fornecer informações históricas e arquitetônicas sobre os monumentos e construções, auxiliado pelo professor da Universidade Federal de Pernambuco, Fernando Diniz. “A importância desse workshop é dar protagonismo ao projeto. O projeto tem, efetivamente, protagonismo para a sociedade americana. É muito importante esse debate e mostrar que uma outra cidade brasileira é possível. Tentar mudar um pouco as inércias do desenvolvimento brasileiro é nosso principal objetivo”, afirmou Pedro da Luz.

“Conseguir trazer habitação para o Centro é uma luta de muitos anos. Não se justifica termos essa infraestrutura toda aqui e não termos habitação. Habitar o Centro não depende só de nós arquitetos, mas da mudança de muitas regras e de vontade política”, observou a vice-presidente do CAU/RJ, Isabel Tostes, durante o tour. Também participaram da atividade conselheiros do CAU/BR, entre eles, integrantes da Comissão de Relações Internacionais.

Após a visita, os participantes assistiram a apresentações sobre o patrimônio histórico e cultural da área da Gamboa, as iniciativas da prefeitura para a região e dados sobre habitação e construção no local, no auditório da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp). As palestras foram realizadas pela diretora executiva do Rio 2020 Capital Mundial da Arquitetura, Valéria Hazan; da professora da UFF, Andrea Sampaio; Cristina Lodi, da Secretaria Municipal de Cultura e da conselheira do CAU/SP, Nádia Somekh. O presidente da Cdurp, Tarquínio Almeida, também prestigiou o workshop.

“Nossa proposta para o Centro é não gentrificar, fazer um projeto que atenda às necessidades reais da população, que venha de baixo para cima. Os americanos trazem a metodologia deles e nós falaremos da nossa. A ideia é produzir conhecimento com as pessoas. O urbanismo é para as pessoas”, disse Somekh.  

Reprodução: CAU/RJ

O workshop Habitar o Centro é parte do programa Regional/Urban Design Assistance Team (R/UDAT), do American Institute of Architects (AIA). A iniciativa é fruto de parceria entre AIA, CAU/BR, CAU/RJ e IAB/RJ, com o apoio da University of South Florida, da Universidade Federal Fluminense (UFF) e do Consulado dos Estados Unidos no Rio de Janeiro.

O programa, que é oferecido há mais de 20 anos pelo AIA, visa à proposição de soluções para problemáticas locais no âmbito urbano ou regional. A metodologia adotada pelo AIA não se atém apenas às diretrizes de desenho urbano, mas principalmente para estratégias de como viabilizá-las financeiramente e como acompanhar e garantir a sua implementação. A iniciativa recebeu a chancela de debate preparatório do Congresso UIA2020RIO, dentro do eixo temático ‘Fragilidades e desigualdades’. Na segunda-feira, 30 de setembro, os participantes do workshop apresentaram os resultados obtidos na sede do IAB-RJ.

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