O nível de emprego na construção civil brasileira registrou variação positiva de 3,53% em 2019. No período foram abertos 80.270 postos.
Em dezembro, a variação ficou negativa em -2,18%, resultando a eliminação de 52.406 postos de trabalho. Na comparação da média de 2019 com a média do ano anterior, a variação foi positiva em 1,88%, o que totalizou 43.351 postos de trabalhos.  Ao final do ano, o setor empregava 2.352.747 trabalhadores em todo o país.

Ao se dessazonalizar* as informações, o emprego na construção civil brasileira teria registrado crescimento de 0,49% em dezembro (+11.640 postos de trabalho). Os dados são da pesquisa mensal do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon São Paulo) realizada em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do governo federal.

De acordo com o presidente do Sinduscon São Paulo, Odair Senra, “a queda do emprego no setor em dezembro era esperada, por ser um episódio sazonal, que se repete a cada ano neste período. A boa notícia é que em 2019 o volume de contratações na construção aumentou, tanto no acumulado do ano, como na comparação da média do emprego em 2019 com a de 2018 – o que comprova o aquecimento consistente da atividade e o fim do ciclo de queda do PIB do setor”. 

Segmentação
Em 2019, todos os segmentos apresentaram variação positiva no nível de emprego, sendo as mais relevantes: Obras de Instalação (+7,88%), Engenharia e Arquitetura (+7,77%), Preparação de Terreno (+5,31%) e Outros Serviços (+4,50%).

No mês de dezembro, comparado com o mês anterior, todos os segmentos apresentaram variação negativa, sendo as mais relevantes: Infraestrutura (-3,24%), Imobiliário (-2,77%), Preparação de terreno (-2,42%) e Outros serviços (-2,15%).

Regiões do Brasil
Em relação às cinco regiões do país, em dezembro as variações na comparação com o mês anterior foram: Norte (-2,46%), Nordeste (-2,56%), Sudeste (-1,60%), Centro-Oeste (-3,98%), e Sul (-2,55%).

Em 2019, somente a região Norte apresentou variação negativa -1,05% (reduzindo-se para  127.778 empregados). As variações positivas no ano passado foram: Sudeste (4,71%, elevando-se para 1.206.038 empregados), Nordeste (3,06%, elevando-se para 448.343 postos de trabalho), Sul (2,74%, elevando-se para 384.870 empregados) e Centro-Oeste (2,08%, elevando-se para 185.718 postos de trabalho).

Estado de São Paulo
O emprego na construção paulista em 2019 registrou variação de +3,46%, resultando em 21.581 novos postos de trabalho. Ao final daquele mês, a construção paulista empregava 646.027 trabalhadores. Em dezembro, na comparação com o mês anterior, a variação foi negativa em -1,30%, o que resultou em -8.485 postos de trabalho no período.

Desconsiderando efeitos sazonais, teria havido um crescimento de 0,57% (+3.756 empregados) no período. Em dezembro, na comparação com o mesmo mês anterior somente o segmento Obras de Instalação apresentou variação positiva de 0,22%. Os demais segmentos apresentaram variação negativa, sendo as mais relevantes: Infraestrutura (-2,20%), Outros Serviços (-2,11%), Imobiliário (-2,05%) e Preparação de Terreno (-1,90%).

Município de São Paulo
A capital paulista, que respondeu por 42,73% do total de empregos no setor no estado, registou variação negativa de -1,11% (-3.101 vagas) no mês de dezembro na comparação com o mês anterior. Em 2019, a variação foi positiva em 2,86% (7.672 vagas) A cidade empregava 276.058 trabalhadores da construção.

As nove regionais do Sinduscon São Paulo registraram as seguintes variações em 2019: Bauru (-0,57%, -182 vagas), Campinas (+5,07%, 3.473 vagas), Presidente Prudente (+0,19%, 14 vagas), Ribeirão Preto (+2,46%, 1.152 vagas), Santo André (-1,06%, -410 vagas), Santos (+13,07%, 2.512 vagas), São José do Rio Preto (+2,48%, +589 vagas), São José dos Campos (+3,84%, 1.975 vagas) e Sorocaba (+6,97%, 4.786 vagas).

*A dessazonalização é um tratamento estatístico que tem como objetivo retirar efeitos que acontecem tipicamente em um mesmo período do ano.

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