A mostra reúne 130 obras de 33 artistas brasileiros xilogravadores até 02 de fevereiro de 2020

Reunindo trabalhos de cerca de 33 artistas brasileiros na arte da xilogravura em diversos contextos das artes visuais recentes, o Sesc Pinheiros recebe a mostra “Xilo: Corpo e Paisagem“, com produções realizadas a partir da década de 1990 até os dias atuais.

Com curadoria do pesquisador, artista e professor, Claudio Mubarac, a exposição teve inauguração no Sesc Guarulhos e agora fica aberta para visitação no Sesc Pinheiros a partir do dia 31 de outubro de 2019 até 02 de fevereiro de 2020.

Artistas que compõem a mostra

Com cerca de 600 m², Xilo: Corpo e Paisagem traz trabalhos de importantes nomes das artes visuais contemporâneas, como Ana Calzavara, Augusto Sampaio, Beatriz Lira (Xiloceasa), Claudio Caropreso, Cleiri Cardoso, Danilo Juliano (Xiloceasa), Denis Araújo (Xiloceasa), Eduardo Ver, Ernesto Bonato, Fabrício Lopez, Fernando Melo (Xiloceasa), Fernando Vilela, Flavia Yue, Flavio Capi, Francisco Maringelli, Gabriel Balbino (Xiloceasa), Gilberto Tomé, Igor Romualdo (Xiloceasa), Luciana Bertalli, Luciano Ogura, Luisa Almeida, Luiz Lira (Xiloceasa), Marcio Elias, Mateus Costa (Xiloceasa), Otávio Zani, Paulo Penna, Pedro Pessoa, Ramon Santos (Xiloceasa), Revista Comando, Santídio Pereira, Simone Peixoto, Taís Melo (Xiloceasa) e Ulysses Boscolo.

Riqueza de obras

O curador Claudio Mubarac comenta que a gravura na cidade de São Paulo tem história recente, se pensamos nas matrizes e prensas como prática desligada dos papéis cartoriais, da imprensa e dos negócios de Estado. “A gravura só teve presença no interior de estúdios particulares, como o de Lasar Segall, por exemplo, nas primeiras décadas do século XX. Mas eles não ofereceram formação para além daqueles que com eles convivessem. Algumas pequenas exposições foram realizadas, mas num circuito tímido e autorreferente”.

Mubarac ressalta ainda que anos 1990 houve o surgimento de coletivos, não mais ligados às escolas e instituições, mas talvez como fruto da atuação dessas nas décadas que os antecedem. “São ateliês, oficinas de encontro e trabalho, mas principalmente são lugares onde a reunião dos jovens artistas não ocorre somente por uma divisão de espaços e equipamentos, mas por um desejo do trabalho partilhado, discutido e colaborativo, como base para uma convivência com e através da cidade, em suas extensões, não atreladas diretamente aos circuitos oficiais das artes”.

Segundo o curador, a gravura teve uma presença importante nesses coletivos e começou a se afigurar como equipamento de intervenção nos muros da cidade. A mostra apresenta um amplo arco de idades, que vai de jovens de 17 anos até os mais experientes em torno dos 60 anos. “Realizamos um recorte de artistas e coletivos que deram início nos anos 90 a essa aventura gráfica, seguido de outros que nasceram nos mesmos anos e logo mais já respirariam nessa atmosfera, sendo que todos eles continuam ativos até hoje”, contextualiza o curador.

SERVIÇO

Exposição Xilo: corpo e paisagem
Abertura: 30/10/2019. Quarta-feira, às 20h
Visitação: De 31/10/2019 a 02/02/2020. Terças a Sábado, das 10h30 às 21h30. Domingos e feriados, das 10h30 às 18h30.
Local: Espaço Expositivo (2º andar)
Livre | Grátis

*Fotos e informações divulgação Sesc

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