Arquitetura e contexto histórico-cultural do Brasil se entrecruzam em Infinito Vão, que toma de empréstimo versos musicais de diferentes épocas para explorar a liberdade nas criações de 90 obras de arquitetos do país.

Sesc 24 de Maio recebe a Exposição Infinito Vão: 90 Anos de Arquitetura Brasileira, entre os dias 14 de abril e 28 de junho e curadoria de Fernando Serapião e Guilherme Wisnik. Com o título emprestado dos versos de Drão (1982), música de Gilberto Gil, em que o artista se inspira em sua própria separação para compor, a mostra reúne cerca de 90 projetos arquitetônicos de 96 profissionais, dentre eles Lucio Costa, Lina Bo Bardi, Oscar Niemeyer, Vilanova Artigas e Paulo Mendes da Rocha.

Realizando um recorte na história da arquitetura brasileira, a exposição compreende desde os anos 1920 até os dias atuais, a fim de promover a separação entre a arquitetura clássica influenciada por construções europeias e a liberdade de criação trazida pela modernidade e pela contemporaneidade advindas de novas perspectivas artístico-culturais, assim como na Semana da Arte Moderna de 1922, em que vários artistas reinventam as artes brasileiras, marcando o início do modernismo no Brasil.

Anteriormente exposta entre os anos 2018-19, na Casa de Arquitectura, em Portugal, Infinito Vão é realizada pela primeira vez em território brasileiro e reúne obras que vão desde a Casa Modernista de Gregori Warchavchik até os movimentos ligados ao “Direito à Cidade” e ao emaranhado de coletivos e ocupações que discutem o tema da habitação nos anos 2010.

Entre as obras expostas está o próprio Sesc 24 de Maio, projeto de intervenção arquitetônica em um antigo prédio na cidade de São Paulo, elaborado por Paulo Mendes Rocha e o escritório MMBB Arquitetos, inaugurado em 2017. Localizado no centro histórico, entre as ruas 24 de Maio e Dom José de Barros, o prédio – escolhido para receber a exposição – possui uma arquitetura arrojada, típica da criação contemporânea, que Mendes da Rocha demonstra em 13 andares interligados por rampas e vidraças, procurando “agradar ninguém, mas a todos de uma vez só”, nas palavras do arquiteto.

Um dos pressupostos do partido curatorial é que a arquitetura faz parte de um contexto cultural e histórico amplo, coexistindo e compartilhando referências com outras linguagens, como as artes plásticas, a literatura e a música. Esta última, em particular, assume o papel de coadjuvante na exposição, sendo que cada um dos seis núcleos expositivos, divididos pelos curadores conforme contextos histórico-culturais, faz menção a uma composição da época. Os núcleos recebem os seguintes nomes: Do Guarani ao Guaraná (1924-43); A Base é uma Só (1943-57); Contra os Chapadões Meu Nariz (1957-69); Eu Vi um Brasil na TV (1969-85); Inteiro e Não pela Metade (1985-2001) e Sentimento na Sola do Pé (2001-2018).  

1. DO GUARANI AO GUARANÁ (1924-1943)

“Quem foi que inventou o Brasil?

Foi seu Cabral!

Foi seu Cabral!

No dia vinte e um de abril

Dois meses depois do carnaval”

Inspirado na marchinha de carnaval de Lamartine Babo, esse núcleo trata do período de formação da arquitetura moderna brasileira, com a viagem do arquiteto Lucio Costa à cidade histórica de Diamantina (MG), em 1924, que o levou a incorporar alguns elementos da arquitetura colonial em seu trabalho, até as primeiras casas de Warchavchik em São Paulo, passando pelo Ministério da Educação e Saúde no Rio de Janeiro, chegando ao conjunto da Pampulha, em Belo Horizonte, projetado por Oscar Niemeyer.

De acordo com os curadores, este período salta do romantismo indígena e da escravidão para a cultura industrial e urbana, sobre uma base social ainda patriarcal, reinventando o Brasil sob a forma moderna, documentada na mostra Brazil Builds, em 1943, no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMa).

Fazem parte deste núcleo as obras dos arquitetos:

  • Lúcio Costa – Missão de estudos à diamantina (Diamantina, MG –  1924)

Gregori Warchavchik – Casas na Rua Itápolis (São Paulo, SP – 1930)

  • Luiz Nunes – Caixa d’água (Olinda, PE – 1934)
  • Álvaro Vital Brasil e Adhemar Marinho – Edifício Esther (São Paulo, SP – 1934)
  • Marcelo e Milton Roberto – Associação Brasileira de Imprensa (Rio de Janeiro, RJ – 1935)
  • Roberto Burle Marx – Jardim da Casa Forte (Recife, PE – 1935)
  • Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Jorge Moreira, Affonso Reidy, Carlos Leão e Ernani Vasconcellos – Ministério da Educação e Saúde (Rio de Janeiro, RJ – 1936)
  • Lúcio Costa – Museu das Missões (São Miguel das Missões, RS – 1937)
  • Oscar Niemeyer – Conjunto da Pampulha (Belo Horizonte, MG – 1940-43)

2. A BASE É UMA SÓ (1943-1957)

“Eis aqui este sambinha

feito numa nota só

Outras notas vão entrar,

mas a base é uma só”

No período que vai da Pampulha até o concurso para o Plano Piloto de Brasília, o segundo núcleo expositivo trata do Brasil que vive o apogeu daquilo que Tom Jobim, coautor de “Samba de uma nota só”, chamou de uma “civilização de praia”. Realização quase utópica de uma geração de artistas que soube filtrar a batida do samba, compondo uma nova estrutura harmônica, a Bossa Nova, e inventar uma arquitetura arrojada, de espaços amplos e perfis sinuosos, que sublima os esforços da construção, e seus grandes vãos, numa leveza aérea, nas palavras dos curadores.

No Brasil, novas cidades projetadas no Amapá e no Mato Grosso abrem caminho para Brasília, cidade-oásis, traçada em forma de cruz no meio do cerrado, à moda Cabralina, como uma refundação ritual do país, reencenando, ao mesmo tempo, a violência da experiência colonial.

Neste núcleo estão agrupadas as seguintes obras:

  • Affonso Reidy – Pedregulho (Rio de Janeiro, RJ – 1946)
  • Diógenes Rebouças – Escola-Parque (Salvador, BA – 1947)
  • Jorge Machado Moreira – Instituto de Puericultura e Pediatria (Rio de Janeiro, RJ – 1949)
  • Oscar Niemeyer – Casa das Canoas (Rio de Janeiro, RJ – 1951)
  • Adolf Franz Heep – Edifício Lausanne (São Paulo, SP – 1953)
  • Jorge Wilhein e Rosa Kliass – Angélica (Angélica, MS – 1954)
  • David Libeskind – Conjunto Nacional (São Paulo, SP – 1955)
  • Oswaldo Bratke – Serra do Navio (Serra do Navio, AP – 1956)
  • Sergio Bernardes – Pavilhão São Cristóvão (Rio de Janeiro, RJ – 1957)
  • José Bina Fonyat – Teatro Castro Alves (Salvador, BA – 1957)
  • Ernest Mange – Urubupungá (Ilha Solteira, SP e Jupiá, MS – 1957)
  • Lucio Costa – Plano Piloto Brasília (Brasília, DF – 1957)

3. CONTRA OS CHAPADÕES MEU NARIZ (1957-1969)

“Sobre a cabeça os aviões

Sob os meus pés os caminhões

Aponta contra os chapadões

Meu nariz”

Nos anos 1960 tudo surge dissonante. Com o Golpe Militar de 1964, uma ditadura faz de Brasília a sua casa. As vanguardas artísticas acusam o desenvolvimentismo tecnocrático da arquitetura brasileira em nome de uma “estética da fome” terceiro-mundista. Na canção Tropicália, de Caetano Veloso, o “monumento no planalto central do país” torna-se a encarnação de um sonho sinistro.

A construção de uma nova capital é a realização quase que de forma utópica, diante de uma geração de profissionais que soube “inventar uma arquitetura de espaços amplos e perfis sinuosos, que sublima os esforços da construção, e de seus grandes vãos, numa leveza aérea”, de acordo com os curadores.

Enquanto a arquitetura carioca declina, surge em São Paulo, o centro industrial do Brasil, uma produção vigorosa, baseada no uso do concreto armado e aparente, na afirmação do peso e na exploração formal das estruturas. Clubes, escolas e até casas, nesse momento, são concebidos como obras de infraestrutura.

Estão concentradas neste núcleo as seguintes obras:

  • Oscar Niemeyer – Primeiros esboços (Brasília, DF – 1956)
  • Oscar Niemeyer – Palácio da Alvorada (Brasília, DF – 1956)
  • Oscar Niemeyer – Congresso Nacional (Brasília, DF – 1958)
  • Oscar Niemeyer – Palácio do Planalto (Brasília, DF – 1958)
  • Oscar Niemeyer – Palácio do Itamaraty (Brasília, DF – 1962)
  • Rino Levi, Roberto Cerqueira César e Roberto Carvalho Franco – Residência Castor Delgado Perez (São Paulo, SP – 1958)
  • Lina Bo Bardi – Museu de Arte de São Paulo (São Paulo, SP – 1957)
  • Joaquim Guedes – Residência Antônio Carlos Cunha Lima (São Paulo, SP – 1958)
  • Gian Carlo Gasperini e Salvador Candia – Edifício Metrópole (São Paulo, SP – 1959)
  • Affonso Reidy e Roberto Burle Marx – Parque do Flamengo (Rio de Janeiro, RJ – 1961)
  • Sérgio Ferro – Residência Boris Fausto (São Paulo, SP – 1961)
  • Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi – FAU-USP (São Paulo, SP – 1961)
  • Acácio Gil Borsoi – Cajueiro Seco (Jaboatão dos Guararapes, PE – 1963)
  • Deócio Tozzi e Luiz Carlos Ramos – Escola Técnica de Comércio (Santos, SP – 1963)
  • Carlos Millan – Residência Mário Masetti (Ubatuba, SP – 1964)
  • Ruy Ohtake – Residência Rui Ohtake (São Paulo, SP – 1966)
  • Fabio Penteado, Alfredo Paesani, Teru Tamaki e Aldo Calvo – Centro de Convivência Cultural (Campinas, SP – 1967)
  • Oswaldo Corrêa Gonçalves, Abrahão Sanovicz e Julio Katinsky – Teatro Municipal (Santos, SP – 1967)
  • Marcello Frageli e equipe – Estação Armênia (São Paulo, SP – 1968)
  • Jorge Wilheim e Miguel Juliano – Parque Anhembi (São Paulo, SP – 1968)

4. EU VI UM BRASIL NA TV (1969-1985)

“No Tocantins

o chefe dos Parintintins

vidrou na minha calça Lee

Eu vi uns patins pra você

Eu vi um Brasil na tevê”

Em 1969, lembram os curadores que Vilanova Artigas e Paulo Mendes da Rocha são cassados pela ditadura militar. Assiste-se ao fechamento de universidades e revistas, além de canções censuradas e movimentos artísticos mergulhados na clandestinidade. Constroem-se hidroelétricas, estradas na Amazônia e cidades industriais, sob o mantra do “milagre econômico”, de acordo com os versos de Bye Bye Brasil, de Chico Buarque e Roberto Menescal.

Já no final dos anos 1970, em São Paulo, Lina Bo Bardi, Eurico Prado Lopes e Luiz Telles criam edifícios considerados lúdicos pelos curadores da mostra. Bo Bardi restaura uma antiga fábrica de tambores, onde hoje está localizado o Sesc Pompeia, enquanto Prado Lopes e Telles projetam o Centro Cultural São Paulo, fruto de desapropriações causadas pela construção do metrô na Rua Vergueiro.

As obras que constituem esse eixo expositivo são as seguintes:

  • Hans Broos – Hering Matriz (Blumenau, SC – 1968)
  • João Carlos Cauduro, Ludovico Martino e Rosa Kliass – Avenida Paulista (São Paulo, SP – 1973)
  • Eduardo Longo – Casa Bola (São Paulo, SP – 1974)
  • Pedro Paulo de Melo Saraiva, Sérgio Ficher e Henrique Cambiaghi Filho – Edifício Acal (São Paulo, SP – 1974)
  • Joaquim Guedes – Caraíba (Jaguarari, BA – 1976)
  • Francisco de Assis Reis – Sede da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Salvador, BA – 1976
  • Eurico Prado Lopes e Luiz Benedito de Castro Telles – Centro Cultural São Paulo (São Paulo, SP – 1976)
  • Lina Bo Bardi – Sesc Pompeia (São Paulo, SP – 1977)
  • Sérgio Magalhães, Ana Luiza Magalhães, Clóvis de Barros e Silvia Pozzana – Cafundá (Rio de Janeiro, RJ – 1977)
  • Éolo Maia e Jô Vasconcellos – Capela de Santana do Pé do Morro (Ouro Branco, MG – 1979)
  • Severiano Porto e Mário Emílio Ribeiro – Centro de Proteção Ambiental (Balbina, AM – 1983)
  • João Walter Toscano, Odiléa Toscano e Massayoshi Kamimura – Estação do Largo 13 de Maio (São Paulo, SP – 1984)

5. INTEIRO E NÃO PELA METADE (1985-2001)

“A gente não quer só dinheiro

A gente quer dinheiro e felicidade

A gente não quer só dinheiro

A gente quer inteiro e não pela metade”

O fragmento dos Titãs em “Comida”, no início do chamado rock nacional, exprime bem as aspirações de um país que retornava à democracia, desejando implementar tanto projetos sociais, quanto um novo modo de vida. Em resposta à opressão dos grandes conjuntos habitacionais feitos pela ditadura militar, o programa Favela-Bairro, no Rio de Janeiro, assume a cidade informal como um dado existente, procurando qualificá-la.

Em São Paulo, organizações cooperativas criam caminhos de contraposição ao modelo das grandes empreiteiras e construtoras, empregando alvenaria de tijolo e formas coletivistas de trabalho. Sediado na Bahia, João Filgueiras Lima, o Lelé, adapta as “formas livres” de Niemeyer a um raciocínio de industrialização de componentes, criando fábricas manufatureiras, para amparar a construção dos hospitais da rede Sarah Kubitschek, por todo o Brasil. Em Minas Gerais, a ironia pós-moderna ensaia sua aparição no país “condenado ao moderno”, relembram os curadores.

Neste núcleo estão inseridas as obras de:

  • Paulo Mendes da Rocha – Museu Brasileiro da Escultura (São Paulo, SP – 1986)
  • Marcos Acayaba – Casa Hélio Olga (São Paulo, SP – 1987)
  • Gustavo Penna – Escola Guignard (Belo Horizonte, MG – 1989)
  • Joan Villà – Moradia Estudantil da Unicamp (Campinas, SP – 1989)
  • Abrão Anis Assad – Estações-tubo (Curitiba, PR – 1990)
  • João Filgueiras Lima – Hospital da Rede Sarah Kubitschek (Rio de Janeiro, RJ – 1991)
  • Usina CTAH – COPROMO (Osasco, SP – 1991)
  • Jorge Mario Jáuregui – Rio das Pedras (Rio de Janeiro, RJ – 1998)
  • Ciro Pirondi – Centro de Formação dos Profissionais da Educação (São Bernardo do Campo, SP – 1999)
  • Paulo Mendes da Rocha, Fernando de Mello Franco, Marta Moreira, Milton Braga – Sesc 24 de Maio (São Paulo, SP – 2000)
  • Eduardo de Almeida e Rodrigo Mindlin Loeb – Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (São Paulo, SP – 2001)
  • Alexandre Delijaicov, André Takiya e Wanderley Ariza – Centros Educacionais Unificados (São Paulo, SP – 2001)

6. SENTIMENTO NA SOLA DO PÉ (2001-2018)

“Você está nas ruas de São Paulo

Onde vagabundo guarda o sentimento na sola do pé”

Né pessimismo não, é assim que é

Vivão e vivendo”

Os versos diretos, “Vivão e Vivendo”, dos Racionais MCs, abrem o sexto núcleo expositivo da mostra, descrevendo a realidade violenta da vida nas grandes cidades do Brasil no novo milênio. Em contraponto, com a promulgação do Estatuto da Cidade e o projeto de escolas de estrutura pré-fabricadas (Centros Educacionais Unificados – CEUs) pela prefeitura de São Paulo, abre-se um período de otimismo sintetizado pela promessa de um crescimento econômico e social por parte dos governantes da época.

Nesse período, observa-se uma convivência contrastante entre uma valorização hedonista da arquitetura, manifesta em edifícios culturais, e um forte ativismo de coletivos e movimentos sociais, insuflados pelo lema do “Direito à Cidade”. Contrapondo-se à especulação imobiliária, esses movimentos trabalham junto às ocupações dos sem-teto, ao passo que batalham por novos espaços públicos, enfatizam Serapião e Wisnik.

As obras que ganham destaque neste núcleo são:

  • Rodrigo Cerviño – Galeria Adriana Varejão (Brumadinho, MG – 2004)
  • Mauro Munhoz – Museu do Futebol (São Paulo, SP – 2005)
  • MGS [Macedo, Gomes & Sobreira] – Fundação Habitacional do Exército (Brasília, DF – 2005)
  • Brasil Arquitetura e Marcos Cartum – Praça das Artes (São Paulo, SP – 2006)
  • Claudio Libeskind e Sandra Llovet – Universidade Federal do ABC (Santo André, SP – 2006)
  • Mario Figueroa, Lucas Fehr e Carlos Dias – Museu da Memória e dos Direitos Humanos (Santiago, Chile – 2007)
  • Boldarini Arquitetura e Urbanismo – Parque Cantinho do Céu (São Paulo, SP – 2008)
  • Biselli Katchborian – Centro de Artes e Educação dos Pimentas (Guarulhos, SP – 2008)
  • STUDIO MK27 e STUDIO SC – (São Paulo, SP – 2008)
  • MMBB Arquitetos & H+F Arquitetos – Jardim Edite (São Paulo, SP -2008)
  • Alvaro Puntoni, Luciano Margotto, João Sodré e Jonathan Davies – Sede do Sebrae Nacional (Brasília, DF – 2008)
  • Vigliecca & Associados – Parque Novo Santo Amaro V (São Paulo, SP – 2009)
  • SPBR Arquitetos – Casa de fim de semana (São Paulo, SP – 2010)
  • Carla Juaçaba – Pavilhão Humanidade 2012 (Rio de Janeiro, RJ – 2011)
  • Andrade Morettin Arquitetos – Instituto Moreira Salles (São Paulo, SP – 2011)
  • Arquitetos Associados – Galeria Claudia Andujar (Brumadinho, MG – 2012)
  • Triptyque Architecture – Residencial Arapiraca (São Paulo, SP – 2012)
  • MAPA Arquitetos – Minimod (Sistema modular, várias implantações – 2013)
  • SIAA e Apiacás – Sesc Franca (Franca, SP – 2013)
  • Estúdio 41 – Estação Antártica Comandante Ferraz (Península Keller, Antártica – 2013)
  • Moradias estudantis – Rosenbaum e Aleph Zero (Formoso do Araguaia, TO – 2013)
  • Metro Arquitetos – ITA Ciências Fundamentais (São José dos Campos, SP – 2014)

Sobre os curadores

Fernando Serapião é crítico de arquitetura e editor da revista Monolito. Possui experiência de mais de uma década na edição de revistas de arquitetura e tem centenas de artigos publicados em periódicos especializados no Brasil e no exterior, em países como Espanha, Itália e China. Também escreve sobre arquitetura como colaborador do jornal Folha de São Paulo e da revista Piauí.

Guilherme Wisnik é professor na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Autor de livros, como Lucio Costa (Cosac Naify, 2001), Caetano Veloso (Publifolha, 2005) e Estado crítico: à deriva nas cidades (Publifolha, 2009), além de curador e crítico de arte associado à APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte e à LASA – Latin American Studies Association.

Lista de arquitetos e obras

  • Lúcio Costa – Missão de estudos à diamantina (Diamantina, MG – 1924)
  • Gregori Warchavchik – Casa na Rua Itápolis (São Paulo, SP – 1930)
  • Luiz Nunes – Caixa d’água (Olinda, PE – 1934)
  • Álvaro Vital Brasil e Adhemar Marinho – Edifício Esther (São Paulo, SP – 1934)
  • Marcelo e Milton Roberto – Associação Brasileira de Imprensa (Rio de Janeiro, RJ – 1935)
  • Roberto Burle Marx – Jardim da Casa Forte (Recife, PE – 1935)
  • Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Jorge Moreira, Affonso Reidy, Carlos Leão e Ernani Vasconcellos – Ministério da Educação e Saúde (Rio de Janeiro, RJ – 1936)
  • Lúcio Costa – Museu das Missões (São Miguel das Missões, RS – 1937)
  • Oscar Niemeyer – Conjunto da Pampulha (Belo Horizonte, MG – 1940-43)
  • Affonso Reidy – Pedregulho (Rio de Janeiro, RJ – 1946)
  • Diógenes Rebouças – Escola-Parque (Salvador, BA – 1947)
  • Jorge Machado Moreira – Instituto de Puericultura e Pediatria (Rio de Janeiro, RJ – 1949)
  • Oscar Niemeyer – Casa das Canoas (Rio de Janeiro, RJ – 1951)
  • Adolf Franz Heep – Edifício Lausanne (São Paulo, SP – 1953)
  • Jorge Wilhein e Rosa Kliass – Angélica (Angélica, MS – 1954)
  • David Libeskind – Conjunto Nacional (São Paulo, SP – 1955)
  • Oswaldo Bratke – Serra do Navio (Serra do Navio, AP – 1956)
  • Sergio Bernardes – Pavilhão São Cristóvão (Rio de Janeiro, RJ – 1957)
  • José Bina Fonyat – Teatro Castro Alves (Salvador, BA – 1957)
  • Ernest Mange – Urubupungá (Ilha Solteira, SP e Jupiá, MS – 1957)
  • Lucio Costa – Plano Piloto Brasília (Brasília, DF – 1957)
  • Oscar Niemeyer – Primeiros esboços (Brasília, DF – 1956)
  • Oscar Niemeyer – Palácio da Alvorada (Brasília, DF – 1956)
  • Oscar Niemeyer – Congresso Nacional (Brasília, DF – 1958)
  • Oscar Niemeyer – Palácio do Planalto (Brasília, DF – 1958)
  • Oscar Niemeyer – Palácio do Itamaraty (Brasília, DF – 1962)
  • Rino Levi, Roberto Cerqueira César e Roberto Carvalho Franco – Residência Castor Delgado Perez (São Paulo, SP – 1958)
  • Lina Bo Bardi – Museu de Arte de São Paulo (São Paulo, SP – 1957)
  • Joaquim Guedes – Residência Antônio Carlos Cunha Lima (São Paulo, SP – 1958)
  • Gian Carlo Gasperini e Salvador Candia – Edifício Metrópole (São Paulo, SP – 1959)
  • Affonso Reidy e Roberto Burle Marx – Parque do Flamengo (Rio de Janeiro, RJ – 1961)
  • Sérgio Ferro – Residência Boris Fausto (São Paulo, SP – 1961)
  • Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi – FAU-USP (São Paulo, SP – 1961)
  • Acácio Gil Borsoi – Cajueiro Seco (Jaboatão dos Guararapes, PE – 1963)
  • Deócio Tozzi e Luiz Carlos Ramos – Escola Técnica de Comércio (Santos, SP – 1963)
  • Carlos Millan – Residência Mário Masetti (Ubatuba, SP – 1964)
  • Ruy Ohtake – Residência Rui Ohtake (São Paulo, SP – 1966)
  • Fabio Penteado, Alfredo Paesani, Teru Tamaki e Aldo Calvo – Centro de Convivência Cultural (Campinas, SP – 1967)
  • Oswaldo Corrêa Gonçalves, Abrahão Sanovicz e Julio Katinsky – Teatro Municipal (Santos, SP – 1967)
  • Marcello Frageli e equipe – Estação Armênia (São Paulo, SP – 1968)
  • Jorge Wilheim e Miguel Juliano – Parque Anhembi (São Paulo, SP – 1968)
  • Hans Broos – Hering Matriz (Blumenau, SC – 1968)
  • João Carlos Cauduro, Ludovico Martino e Rosa Kliass – Avenida Paulista (São Paulo, SP – 1973)
  • Eduardo Longo – Casa Bola (São Paulo, SP – 1974)
  • Pedro Paulo de Melo Saraiva, Sérgio Ficher e Henrique Cambiaghi Filho – Edifício Acal (São Paulo, SP – 1974)
  • Joaquim Guedes – Caraíba (Jaguarari, BA – 1976)
  • Francisco de Assis Reis – Sede da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Salvador, BA – 1976
  • Eurico Prado Lopes e Luiz Benedito de Castro Telles – Centro Cultural São Paulo (São Paulo, SP – 1976)
  • Lina Bo Bardi – Sesc Pompeia (São Paulo, SP – 1977)
  • Sérgio Magalhães, Ana Luiza Magalhães, Clóvis de Barros e Silvia Pozzana – Cafundá (Rio de Janeiro, RJ – 1977)
  • Éolo Maia e Jô Vasconcellos – Capela de Santana do Pé do Morro (Ouro Branco, MG – 1979)
  • Severiano Porto e Mário Emílio Ribeiro – Centro de Proteção Ambiental (Balbina, AM – 1983)
  • João Walter Toscano, Odiléa Toscano e Massayoshi Kamimura – Estação do Largo 13 de Maio (São Paulo, SP – 1984)
  • Paulo Mendes da Rocha – Museu Brasileiro da Escultura (São Paulo, SP – 1986)
  • Paulo Mendes da Rocha – Capela de São Pedro (Campos do Jordão, SP – 1987)
  • Marcos Acayaba – Casa Hélio Olga (São Paulo, SP – 1987)
  • Gustavo Penna – Escola Guignard (Belo Horizonte, MG – 1989)
  • Joan Villà – Moradia Estudantil da Unicamp (Campinas, SP – 1989)
  • Abrão Anis Assad – Estações-tubo (Curitiba, PR – 1990)
  • João Filgueiras Lima – Hospital da Rede Sarah Kubitschek (Rio de Janeiro, RJ – 1991)
  • Usina CTAH – COPROMO (Osasco, SP – 1991)
  • Jorge Mario Jáuregui – Rio das Pedras (Rio de Janeiro, RJ – 1998)
  • Ciro Pirondi – Centro de Formação dos Profissionais da Educação (São Bernardo do Campo, SP – 1999)
  • Paulo Mendes da Rocha, Fernando de Mello Franco, Marta Moreira, Milton Braga – Sesc 24 de Maio (São Paulo, SP – 2000)
  • Eduardo de Almeida e Rodrigo Mindlin Loeb – Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (São Paulo, SP – 2001)
  • Alexandre Delijaicov, André Takiya e Wanderley Ariza – Centros Educacionais Unificados (São Paulo, SP – 2001)
  • Rodrigo Cerviño – Galeria Adriana Varejão (Brumadinho, MG – 2004)
  • Mauro Munhoz – Museu do Futebol (São Paulo, SP – 2005)
  • MGS [Macedo, Gomes & Sobreira] – Fundação Habitacional do Exército (Brasília, DF – 2005)
  • Brasil Arquitetura e Marcos Cartum – Praça das Artes (São Paulo, SP – 2006)
  • Claudio Libeskind e Sandra Llovet – Universidade Federal do ABC (Santo André, SP –
  • 2006)
  • Mario Figueroa, Lucas Fehr e Carlos Dias – Museu da Memória e dos Direitos Humanos (Santiago, Chile – 2007)
  • Boldarini Arquitetura e Urbanismo – Parque Cantinho do Céu (São Paulo, SP – 2008)
  • Biselli Katchborian – Centro de Artes e Educação dos Pimentas (Guarulhos, SP – 2008)
  • STUDIO MK27 e STUDIO SC – (São Paulo, SP – 2008)
  • MMBB Arquitetos & H+F Arquitetos – Jardim Edite (São Paulo, SP -2008)
  • Alvaro Puntoni, Luciano Margotto, João Sodré e Jonathan Davies – Sede do Sebrae Nacional (Brasília, DF – 2008)
  • Vigliecca & Associados – Parque Novo Santo Amaro V (São Paulo, SP – 2009)
  • SPBR Arquitetos – Casa de fim de semana (São Paulo, SP – 2010)
  • Carla Juaçaba – Pavilhão Humanidade 2012 (Rio de Janeiro, RJ – 2011)
  • Andrade Morettin Arquitetos – Instituto Moreira Salles (São Paulo, SP – 2011)
  • Arquitetos Associados – Galeria Claudia Andujar (Brumadinho, MG – 2012)
  • Triptyque Architecture – Residencial Arapiraca (São Paulo, SP – 2012)
  • MAPA Arquitetos – Minimod (Sistema modular, várias implantações – 2013)
  • SIAA e Apiacás – Sesc Franca (Franca, SP – 2013)
  • Estúdio 41 – Estação Antártica Comandante Ferraz (Península Keller, Antártica – 2013)
  • Moradias estudantis – Rosenbaum e Aleph Zero (Formoso do Araguaia, TO – 2013)
  • Metro Arquitetos – ITA Ciências Fundamentais (São José dos Campos, SP – 2014)

Serviço

Exposição Infinito Vão: 90 Anos de Arquitetura Brasileira

Curadoria: Fernando Serapião e Guilherme Wisnik

Local: Sesc 24 de Maio – 5º andar

Abertura: 14 de abril de 2020, às 19h

Período expositivo: de 14/04 a 28/06. Ter a sáb, das 9h às 21h. Dom e feriado, das 9h às 18h

Classificação indicativa: Livre

Agendamento para escolas e outras instituições: agendamento@24demaio.sescsp.org.br

SESC 24 DE MAIO

Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo

350 metros do metrô República

Fone: (11) 3350-6300

Horário de funcionamento da unidade

Terça a sábado, das 9h às 21h.

Domingo e feriado, das 9h às 18h.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.