União de gerações foi o mote para a construção dessa casa no interior de São Paulo, que busca o sincretismo entre o moderno e o rústico. Fotos: Andre Mortatti

Foto: Andre Mortatti

Após vender um antigo sítio, lugar de encontro dessa grande família, os filhos e suas respectivas famílias viram a necessidade de um novo lar que abrigasse eles e seus pais. “Basicamente, a matriarca queria uma casa mais rústica e com muita área verde, enquanto os filhos e netos uma casa mais moderna”, conta Beto. Isso apresentou certa dificuldade, já que cada geração possui seus desejos e gostos estéticos diferentes. Porém, a própria dificuldade serviu de inspiração para o projeto. “Eram três gerações e seus respectivos desejos em um só projeto. A solução foi desenhar uma casa com formas modernas e materiais rústicos”, explica. 

Com vista para o lago e em formato de prisma retangular, a parte externa é feita de tijolos à vista. 

Foto: Andre Mortatti

O jardim interno é protegido por um conjunto de brises feitos de um polímero com pó de madeira, atendendo ao desejo da mãe enquanto cria uma barreira visual para a área social da casa. “O espaço destinado a esse jardim foi a resultante da retirada de um cubo menor do grande cubo, que é a casa”, detalha Beto.

Foto: Andre Mortatti

Outro detalhe requisitado pela família foi a maior união do ambiente interno. Assim, foi criada uma grande sala, segmentando menos a casa. No segundo andar ficaram concentradas as áreas de serviço. “Concentramos tanto a área de serviço, como os quartos dos funcionários e lavanderia, no segundo andar, sendo separado da área social e íntima por uma rouparia, que acabou funcionando como uma antecâmara, tanto de som como de privacidade”, explica o arquiteto. 

Foto: Andre Mortatti

A implantação

A maior dificuldade para a concepção do projeto, segundo os arquitetos, foi a inserção do volume no terreno. “Todos queriam a vista para o lago e tínhamos terrenos vazios a frente onde, futuramente, seriam construídas novas casas. Além disso, o terreno sofre com o declive”, explica Beto. A solução foi utilizar o gabarito máximo permitido para vencer a diferença do declive com a criação de um volume auxiliar que contempla piscina, garagem, casa de máquinas e um spa. “Dessa forma temos o grande prisma, que é a casa, apoiado num volume auxiliar, atingindo o gabarito máximo e com pouquíssima movimentação de terra”, finaliza. 

Foto: Andre Mortatti

O conceito

A solução volumétrica é simplista e se resume ao volume principal, ortogonal. Esse volume recebe cheios e vazios a partir da devinição do uso dos espaços e encaixe do programa de necessidades. “O jardim interno da casa foi posicionado na face frontal, protegido por um conjunto de brises. Dessa forma, atendemos a demanda pela jardinagem”, conta Beto. Ao mesmo tempo, a colunata cria uma espécie de barreira visual para a área social da casa. “O espaço destinado a esse jardim foi a resultante da retirada de prisma menor do grande volume principal, que é a casa”, explica. Os clientes não queriam uma casa muito segmentada, com várias salas de diferentes funções. A lareira aberta integra os ambientes criando uma limitação sutil.

Foto: Andre Mortatti
Planta térreo

Dados da obra

Local: Condomínio Quinta da Baroneza, Bragança, São Paulo
Área: 115 m²
Área construída: 974m²
Área terreno: 3.647m²
Arquitetura: Beto Magalhãe, Renato Misumi e Patricia Megumi
Decoração: Carlos Cezar
Luminotécnica: Ana Spina
Paisagismo: Suzel Marcia Maciel

Fornecedores

Mobiliário: Bontempo
Revestimentos: Concresteel; Casa do Parquet; Cerâmica Portobello; Cia das Telhas; ColorMix; Lesco
Iluminação: Lumini; Philips
Louças e Metais: Deca
Esquadrias de madeira: Pura Arte
Elevadores: Thyssenkrupp

Matéria publicada originalmente na revista aU.

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