A paisagista Nãna Guimarães dá dicas para quem deseja iniciar o cultivo de plantas comestíveis na morada

Durante o período de isolamento, as pessoas estão cozinhando mais e, consequentemente, estão em um contato maior com frutas, verduras e legumes. O que acaba despertando o interesse delas em cultivar e manter o próprio plantio de alimentos em casa.

A paisagista Nãna Guimarães, que já fez diversos projetos com essa temática, comenta quais são os tipos de plantas mais solicitadas pelos clientes. “As plantas mais solicitadas são as hortaliças: cebolinha, salsinha, tomilho, manjericão. Ou seja, hortaliças de mais fácil acesso e cuidado. Algumas pessoas até pedem alface e couve, mas eu logo aviso que dá mais trabalhado de manutenção. A alface, por exemplo, tem que replantar. E isso não é algo fácil de se fazer.  Mas, quanto as demais hortaliças, elas mesmas se reproduzem naturalmente”, explica Nãna.

Mas não é somente as hortas que estão em alta nos projetos paisagísticos residenciais. O plantio de árvores frutíferas também está sendo bastante requisitada. “Todo mundo quer ter uma jabuticabeira em casa, mas para isso é necessário ter bastante sol para ela produzir. Eu sempre digo aos meus clientes que existem tantas outras espécies também que podem ser usadas, como a romã, a pitanga, mas tudo vai depender do sol e do cuidado de regar. Não se pode abandonar a planta no canto e deixar que ela se vire. É sempre bom salientar que se trata de um ser vivo e, portanto, demanda cuidados”, frisa.

E esses cuidados perpassam também pelo espaço físico onde ela será cultivada. “O local tem que ser grande. Uma área aberta que bata bastante sol.  A planta tem que ter uma incidência de quatro a seis horas de sol por dia. Isso vale tanto para uma árvore frutífera quanto para uma hortaliça. Caso as hortaliças estejam plantadas em vasos menores, elas podem ser disponibilizadas em uma janela, mas que bata sol e na mesma quantidade de horas diárias já salientadas anteriormente”, diz a paisagista.

Já a manutenção desses tipos de plantas é algo extremamente importante. “É importante ficar atento com as pragas e doenças. Caso a planta esteja contaminada é preciso pulverizar, usar remédios orgânicos, naturais para não prejudicar as plantas e as frutas. Além disso, é necessário remover as folhas danificadas, sempre com cuidado para que as outras partes não sejam danificadas. Manter a irrigação na medida certa também é importante. Não se pode exagerar na medida, procure regar mais vezes durante o dia, mas com volume reduzido de água. Por fim, a planta necessita também de ser alimentada. Diante disso, além da água é necessário adubar a terra e manter ela bem cuidada”, orienta.

Quem compra uma planta comestível, logicamente, quer desfrutar dos seus frutos o mais rápido possível, mas – segundo a paisagista – isso vai depender de qual planta foi escolhida para cultivo. “Muitas árvores frutíferas já são vendidas “produzindo”. É assim com a Jabuticaba Hibrida, Amora, Acerola, Pitanga, Limão Siciliano, Limão Taiti, Romã, Mexerica. Você já compra a planta no processo de produção de frutos. Já a Jabuticaba Sabará, que é mais compacta e bonita, demora mais tempo para se produzir frutos. Mas é importante dizer que tudo vai depender do espaço que o cliente vai ter disponível e da luz natural que vai bater no ambiente” encerra Nãna Guimarães.

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