Do clássico ao moderno, a arquiteta Karina Korn explica como harmonizar as peças com os ambientes e entre si. Texto: Divulgação

Uma residência pode ter a decoração mais incrível do mundo. Mas, se não tiver ao menos uma obra de arte, é uma casa sem vida. Exagero ou não na afirmação, as obras de arte são capazes de adicionar personalidade e exclusividade aos ambientes, complementando o décor quando unidas em sintonia com o mobiliário e os demais elementos utilizados.

Se existe um item considerado democrático este, é sem dúvida, a peça que evoca variadas formas, gostos, referências, estilos e valores. Apaixonada pela expressão artística, a arquiteta Karina Korn, à frente do escritório que leva seu nome, acredita que, isolada em um ambiente ou acompanhada por outras, a curadoria de arte é capaz de transformar o estilo e astral de qualquer espaço.

Primeiramente, um mito a ser desfeito é a relação que liga a arte a um expressivo desembolso financeiro. Tanto para quem busca peças assinadas por artistas renomados ou para aqueles que admiram a expressão artística, mas não buscam a profundidade de quem faz dela um hobby, telas, gravuras e fotografias são as escolhas que propiciam beleza aos ambientes.

Em um de seus projetos, a arquiteta optou por uma composição de obras abstratas. Entre as telas, a pintura da artista brasileira Maiana Nussbancher, conhecida por suas pinturas coloridas e vibrantes | Foto: Dan Brunini

Quando falamos em obras de arte, existe uma afirmação equivocada de que a classificação só compete aos trabalhos de artistas famosos e de altos valores. “Sabemos que a afirmação não é verdadeira. O conceito de arte é algo relativo, pois depende do olhar de quem produz e de quem vê. Não há rigidez, a regra é olhar e gostar”, explica a arquiteta.

Nos projetos de clientes admiradores de determinados nomes ou de estilos e movimentos artísticos, o profissional de arquitetura de interiores trabalha para promover a comunhão das peças com a decoração proposta. O mesmo acontece quando Karina encontra obras de artistas ainda sem tanto reconhecimento no mercado, mas que impressionam pelos trabalhos que realizam. “É uma satisfação me deparar com novos nomes e criar composições incríveis”, afirma Karina.

Nas ocasiões em que atuou com clientes menos conectados com a cena artística, ela gosta de apresentar profissionais brasileiros em uma curadoria que segue a percepção e o gosto do indivíduo para quem está trabalhando. “Tudo isso acontece por meio do briefing que realizamos lá no início. Na conversa, gosto de entender se ele gosta de arte, se tem alguma peça em seu acervo ou se reservou uma verba para tal. Muitas vezes, uma saída muito interessante são obras de urban art que expressam um viés mais contemporâneo”, detalha. Para quem já galgou alguns passos na arte, mas não dispõe de um orçamento mais robusto, a dica de Karina para garimpar a tela dos sonhos é frequentar leilões e galerias.

A entrada da sala de estar foi o lugar escolhido por Karina para a obra do artista Silvio Oppenheim, que faleceu em 2012. Segundo a arquiteta, a ideia era que o quadro tivesse o destaque merecido no ambiente | Foto: Eduardo Pozella

O tipo de obra de arte ideal para cada tipo de ambiente

Segundo Karina, o ponto de partida para incluir obras de arte em um ambiente é analisar o estilo do espaço, que dirá se a peça será única ou acompanhada por outras – desde que haja convergência entre elas. “Existem pessoas que gostam tanto de arte que fazem de suas casas verdadeira galerias”, relata.

Em vias de regra, um décor clássico abre frente por escolhas mais sóbrias – geralmente, telas que revelam paisagens, retratos ou mesmo obras abstracionistas. Além disso, costumam ser acompanhadas por molduras, fechando a unidade com o restante da decoração.

Na sala produzida por Karina Korn para os amantes de obras de arte, as telas assinadas dividem espaço com diversas esculturas. Nas almofadas, mais arte, as estampas fazem alusão às obras do artista Pablo Picasso | Foto: Eduardo Pozella

Para os ambientes minimalistas, as mais indicadas são as obras com menos elementos e mais discretas, dispensando a presença das molduras. Segundo Karina, as telas registram pinturas com cores sólidas – normalmente com uma ou pouco mais de uma cor. Fotografias também costumam condizer com um décor pautado nessa proposta.

No ambiente minimalista, o destaque fica todo dedicado ao icônico retrato da menina com olhar marcante, assinatura da premiada fotógrafa Adriana Duque. | Foto: Eduardo Pozella

Para os amantes de arte, os estilos moderno e contemporâneo são os mais permissivos e é, por meio deles, que a criatividade pode – e deve! – entrar em ação para valer. Desde as cores, até as formas, praticamente tudo está liberado. A arte pode unir telas e fotos do seu acervo e até mesmo o lado afetivo, como uma ilustração feita pelo filho do cliente em um trabalho escolar. “Aqui podemos ousar sem medo. As cores podem ser discretas, marcantes, misturadas. Outra opção muito bacana também é misturar com outros estilos. Peças clássicas comungadas com minimalistas podem exteriorizar espaços magníficos”, finaliza a arquiteta.

Serviço

Saiba mais sobre a arquiteta Karina Korn em http://www.karinakorn.com.br.

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