Celebrando a conservação e o desenvolvimento dos recursos hídricos, o Estado presta contas à sociedade sobre os esforços para despoluição de um dos principais rios da capital paulista, o Pinheiros. Texto por Marcos Penido.

Num programa ambicioso e integrado, iniciado em 2019, por meio de um grande pacote de saneamento básico, estamos cumprindo a meta de disponibilizar aos paulistas um rio sem odor ao longo de seus 25 quilômetros até 2022. O objetivo é reintegrar este importante curso d’água à cidade e permitir que a população se aproprie de suas margens para atividades culturais e de lazer.

E para que este cenário se torne realidade, por meio da Sabesp, já conectamos mais de 230 mil imóveis ao sistema de tratamento de esgotos evitando que os efluentes sejam despejados diretamente nos córregos que deságuam no rio. O projeto prevê mais de 500 mil conexões de esgoto ao redor da Bacia, que deve beneficiar mais de três milhões de pessoas nas regiões de São Paulo, Taboão da Serra e Embu das Artes. A CETESB é responsável por atestar a qualidade da água e vem monitorando 22 pontos ao longo do rio para avaliação dos resultados. O trecho conhecido como Pinheiros Superior, entre a Usina de São Paulo e Pedreira, já apresenta uma melhora progressiva. A Agência Ambiental também está licenciando cinco Unidades de Recuperação da Qualidade da Água que serão implementadas para tratar o esgoto proveniente de comunidades informais, onde a Sabesp é impedida por lei de realizar ligações, diretamente nos córregos.

Paralelamente ao trabalho de saneamento básico, ocorre a manutenção do rio com a limpeza dos resíduos sólidos e do desassoreamento executado pela EMAE e pelo DAEE. Até agora já foram retiradas mais de 24 mil toneladas de garrafas pet, bicicletas, pneus, plásticos e outros objetos que poluem as águas. E aqui, vale destacar, a participação da população é fundamental para evitar este cenário. O lixo deve ser descartado de forma correta e os materiais plásticos, reciclados.

Em relação ao desassoreamento, retirada de sedimentos do fundo do rio e aumento da vazão, já foram removidos 247.685 m3, o que equivale a mais de 15 mil caminhões basculantes somente em 2020. Os trabalhos seguem em andamento.

Com essas ações – sem esgoto e sem lixo – iniciamos as medidas de revitalização. Com ágio de 1.900% realizamos a concessão da nova Usina São Paulo que até 2022 propiciará áreas de lazer como cafés, restaurantes e lojas, com potencial para se transformar em um novo cartão postal da cidade. Já a ciclovia foi totalmente reformada em uma parceria com a iniciativa privada e o número de frequentadores em seis meses triplicou:  de 30 para 80 mil pessoas por mês.  Por fim, está em execução a implantação do primeiro trecho do parque Novo Rio Pinheiros em mais de oito quilômetros de margem. O projeto prevê ciclovias, espaços para ginástica, de relaxamento, além de novas passarelas para pedestres. O Chamamento Público para o segundo trecho será publicado no próximo mês.

Todas estas medidas somam investimentos da ordem de R$3.5 bilhões entre recursos públicos e privados. No entanto, somente a integração entre o governo e a sociedade poderá mudar a realidade do nosso rio Pinheiros. Neste sentido, os contratos preveem ações de conscientização ambiental e ações sociais em comunidades, escolas, cooperativas, entre outros.

Marcos Penido é Secretário Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente e coordenador do projeto de despoluição do Rio Pinheiros.

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