Melhorias na casa puxam pedidos de empréstimo consignado na quarentena

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Após o início da quarentena no país, a preocupação dos trabalhadores com o bem-estar durante o período de isolamento social cresceu. De acordo com um levantamento da fintech Paketá Crédito, realizado entre os últimos meses de março e junho, a manutenção residencial foi o motivo que mais teve aumento nos pedidos de empréstimo da modalidade de consignado privado, aquele em que o valor das prestações é descontado no contracheque dos funcionários.

Antes da pandemia do novo coronavírus, o investimento em reformas e em melhorias nas moradias representava 10% do total dos pedidos de empréstimo feitos na plataforma da fintech. Na quarentena, as solicitações para esse fim, que engloba reforma de imóveis, pequenos reparos e compra de mobília, saltou para 37%, um aumento de 270%.

Os pedidos de empréstimos para manutenção doméstica nos últimos meses subiu consideravelmente, chegando a um valor médio de R$ 7.000. Nos meses anteriores, a média das solicitações para esse objetivo foi de cerca de R$ 3.000.

“O crescimento da concessão de crédito para reformas e manutenção residencial está relacionada ao fato de as pessoas permanecerem mais tempo em casa. Com a adoção do home office por muitas empresas, elas querem ter um ambiente agradável para trabalhar”, explica Fabian Valverde, CEO da Paketá Crédito.

Entre os tomadores de crédito para gastos com a casa, as maiores demandas vieram de pessoas dos estados de São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro.

Quitar dívidas ainda é prioridade

Segundo o levantamento, o principal motivo pelo qual os trabalhadores recorrem ao consignado privado continua sendo para quitar dívidas. Antes da pandemia, 55% dos empréstimos tinham essa finalidade, contra 42% atualmente.

Para Valverde, como a principal característica do consignado privado é o seu custo, cada vez mais as pessoas estão usando esse benefício para quitar dívidas que cobram juros mais altos, como o cheque especial e o rotativo do cartão de crédito.

Ajuda a parentes

Por fim, outro item que chama a atenção no levantamento é que 17% das pessoas que tomaram crédito com a fintech tinham como finalidade ajudar parentes. “Isso pode ser explicado pelo aumento do desemprego e a redução da jornada de trabalho que ocasionou a queda na renda de muitas famílias. Com isso, quem tem acesso ao consignado privado encontrou nele uma saída para manter os gastos na casa ou mesmo para ajudar um parente”, afirma Valverde.

Entre os meses de março e junho, a fintech viu o número de solicitações de empréstimos de novas empresas em sua plataforma subir 17%. A Paketá Crédito possui 650 companhias conveniadas em todo o país. As empresas são de todos os portes, desde algumas com apenas cinco funcionários até outras grandes, como um cliente que conta com mais de 25.000 colaboradores.

A idade média dos trabalhadores que solicitam crédito com a fintech é de 39 anos e 60% são do sexo masculino. Mais de 70% deles ganham até quatro salários mínimos. “Nosso crédito é bastante democrático, pois atualmente atende desde quem tem renda menor até pessoas que ganham acima de R$ 20 mil mensais”, aponta o CEO da fintech.

A taxa de juro do crédito consignado privado tem uma média mensal que varia entre 1,5% a 3,5%. Para se ter uma ideia do seu custo menor, o cheque especial e o rotativo do cartão de crédito cobram taxas entre 24% e 8% ao mês, respectivamente.

O valor das parcelas fixas não ultrapassa 30% do salário líquido, não prejudicando, assim, a renda mensal do colaborador, que pode quitar a quantia solicitada em até 60 meses.

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