O IAC – Instituto de Arte Contemporânea promove seminário que marca a chegada do acervo pessoal do arquiteto à instituição. Texto por divulgação. Imagens: Romulo Fialdini (capa) e Acervo Jorge Wilheim.

O seminário Jorge Wilheim: Tênue Esperança no Vasto Caos tem como objetivo dar visibilidade às teses sobre o futuro das cidades no século XXI – elaboradas por Wilheim durante a Conferência de Istanbul da ONU nos anos 1990 e aprofundadas em publicação no início dos anos 2000 – e apresentar o pensamento do arquiteto  como planejador urbano, tendo como base suas publicações — “O caminho de Istambul” em seu apêndice “Nosso fecundo fim-de-mundo” e “Tênue Esperança no Vasto Caos – Questões do Proto Renascimento do Sec. XXI”.

O debate será no dia 23 de abril, das 10h às 12h30, com transmissão pelo YouTube e contará com a participação de interlocutores que vivenciaram com Jorge Wilheim momentos importantes de sua trajetória, são eles: a Profa. Dra. Angélica Alvim, arquiteta e urbanista, diretora da FAU Mackenzie; o economista urbano e assessor do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), Alberto Paranhos; o arquiteto, urbanista, professor da FAU USP e gestor público, Prof. Dr. Nabil Bonduki; e a filósofa, escritora, Profa. Dra. Olgária Matos, professora de filosofia na USP e na UNIFESP. O seminário será conduzido pelo arquiteto, escritor e Prof. Dr. da FAU USP, Guilherme Wisnik, que assinou a curadoria da exposição “Conversas na Praça: o urbanismo de Jorge Wilheim”, realizada pelo SESC SP na unidade Consolação em 2019. A socióloga Ana Maria Wilheim, filha do arquiteto, fará uma conceitualização do seminário, enquanto a apresentação e boas-vindas aos participantes ficam à cargo de Marilucia Bottallo, diretora técnica do IAC e Raquel Arnaud, presidente da instituição.

O seminário foi concebido pela socióloga e responsável pelo projeto “Legado de Jorge Wilheim“, Ana Maria Wilheim, em parceria com o Instituto de Arte Contemporânea.

Sobre o acervo pessoal de Jorge Wilheim

O acervo pessoal de Jorge Wilheim foi doado por sua família para o Instituto de Arte Contemporânea para que esse assuma a sua salvaguarda, difusão e disponibilização pública. São aproximadamente 14 mil itens entre documentos pessoais, fotos, livros, estudos, projetos, plantas, desenhos e outros formatos. Só de grandes formatos (plantas, desenhos e projetos de arquitetura) estima-se três mil itens.

Fazem parte do conjunto de documentos, os projetos do Anhembi, do Teatro de Arte Israelita Brasileiro – TAIB, do Centro de Diagnósticos Albert Einstein, o projeto da Nova Augusta (não executado), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, além de inúmeros outros. Antes de ser disponibilizado ao público e para pesquisa, o acervo passará pelos processos museológicos padrão do instituto, contemplando as seguintes etapas: quarentena, higienização e organização, acondicionamento, digitalização, upload para o banco dados e catalogação. A previsão é que o trabalho seja concluído em até quatro anos.

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