Ambientes mais iluminados repercutem na saúde emocional das pessoas, mostram estudos. Recurso passa ser estratégico na arquitetura para se gerar o bem-estar

O aconchego é premissa básica para se sentir em casa. Não se trata apenas de deixar o ambiente com características e traços pessoais, mas algumas técnicas de arquitetura corroboram para essa sensação de bem-estar. A iluminação é uma delas. Mais do que exercer um papel estético, ela repercute na saúde dos moradores.

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) fizeram um estudo comprovando a sua influência na saúde humana: maiores níveis de iluminação são capazes de aumentar a atividade cerebral e o bem-estar. A pesquisa mostra que uma boa iluminação interfere até mesmo na qualidade do sono e que é a chave para sincronizar o ritmo biológico da pessoa. Sendo assim, a luz afeta em todas as dimensões e está voltado para a regulação do ciclo circadiano, ou seja, o “reloginho” do corpo. 

Por isso mesmo, a luminosidade tornou-se um tema importante na elaboração dos projetos por influenciar tanto o conforto quanto o estado de felicidade das pessoas. “Primeiro porque gera impacto nas pessoas; segundo porque causa consequência nas fachadas e terceiro porque existe uma realidade energética e as pessoas estão sendo sensíveis a isso. Cuidamos da dimensão da janela, da orientação dos apartamentos e de outros quesitos utilizando várias ferramentas de estudo de insolação para conseguir um efeito perfeito”, explica o arquiteto João Vieira, diretor de criação do escritório franco-brasileiro Triptyque Architecture, que aplicou esse conceito em Goiânia.

O escritório foi convidado pelas incorporadoras O.M Inc e City Soluções Urbanas para desenvolver seu próximo lançamento no Setor Bueno, em Goiânia, o Blanc Casa Design. O projeto foi desenvolvido em um terreno de pouco mais de dois mil metros quadrados para receber uma torre com quatro apartamentos por andar.  A implantação sofreu subtrações no meio de cada um dos lados da edificação para estimular a entrada de luz e de ventilação. 

A configuração, explica João Vieira, possibilitou que a implantação de salas de canto, ou seja, na quina de cada extremidade da fachada. “Assim, a sala recebeu janelas nos dois lados. Além de otimizar a insolação, elas permitem maior ventilação. Outro  benefício é a redução do gasto de energia elétrica, um princípio de sustentabilidade”, diz. 

O apartamento possui janelas de dimensões e número maiores do que o convencional.  De acordo com o arquiteto, Victor Tomé, sócio-diretor da City, Victor Tomé, essa vem sendo uma solicitação recorrente dos consumidores goianos, que vivem em uma capital de clima quente na maior parte do ano. “O Blanc reforçou tanto o tamanho quanto a quantidade de janelas”, diz.

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