Casa cheia e até o pisca-pisca podem causar curtos-circuitos e até incêndios.

As festas de fim de ano se aproximam e com elas chegam os votos de renovação, boas energias e boa sorte para o próximo ano. Neste período, as residências costumam ficar mais ocupadas que o normal com a estadia de parentes e amigos, além de receber as famosas decorações natalinas.

O clima de festa é contagiante, mas há perigos que nem sempre estão à vista e que podem, literalmente, acabar com a festa. A instalação elétrica é bastante exigida neste período, suportando desafios que vão além do aumento do consumo de energia.

Com mais pessoas em casa, a tendência é que mais aparelhos eletroeletrônicos estejam ligados ao mesmo tempo, aumentando o risco de sobrecargas. Eles podem comprometer o isolamento dos cabos e causar o encontro entre polos opostos dos condutores, causando o chamado curto-circuito.

Quem protege a instalação de sobrecargas e curtos é o disjuntor, instalado no quadro elétrico e popularmente conhecido por conta dos desarmes, ou seja, quando o dispositivo interrompe o circuito ao detectar sinas de perigo.

“Infelizmente, muitas pessoas ainda consideram o ‘desarme’ do disjuntor como uma situação inconveniente ao invés de entendê-lo como um alerta, especialmente se for uma ocorrência frequente. O erro mais comum é trocar o disjuntor por um de corrente nominal maior”, explica Ricardo Martuchi, especialista de produtos da STECK Indústria Elétrica.

Instalações antigas, descuidadas ou desgastes no material isolante podem causar o que é conhecido como fuga de corrente. O exemplo habitual de fuga de corrente é o choque elétrico em seres humanos, principalmente quando tocamos peças metálicas.

“Comparando com instalações hidráulicas, a fuga de corrente é como se houvesse um ‘vazamento’ no circuito. Em ambas as situações, além do prejuízo estrutural, o consumo excedente reflete na conta paga pelo usuário”, explica Ricardo.

O disjuntor, por si só, não é suficiente neste cenário, pois sua função é proteger a instalação contra sobrecargas e curtos-circuitos, e não evitar fugas de correntes. É preciso complementa-lo com outros dispositivos para aumentar a segurança:

“O Interruptor Diferencial Residual, conhecido pela sigla DR ou IDR, é um dispositivo capaz de detectar a fuga de corrente, desligando imediatamente o circuito e evitando o consumo excessivo de energia ou de possíveis acidentes. Choques elétricos ou até incêndios podem ser causados, por exemplo, pelas faíscas ou pelo aquecimento do circuito das pequenas lâmpadas de Natal. Embora esteja previsto em normas obrigatórias, muitas pessoas desconhecem a importância do IDR, tornando-o menos comum em instalações antigas”, alerta Ricardo.

Como as árvores de natal são geralmente fabricadas com materiais plásticos e montadas nas proximidades de cortinas e sofás, o risco de um incêndio se propagar rapidamente é muito grande.

O cuidado deve ser redobrado em áreas externas, onde a presença de umidade é outro fator de risco. Opte por modelos específicos para esta finalidade e acompanhe as recomendações do fabricante.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.