Exposição Retratos de Ema Klabin vai até 15 de dezembro

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Mostra destaca três retratos da colecionadora feitos até o início dos anos 1950

Arthur Kaufmann (Mülheim, Alemanha, 1888 – Nova Friburgo, RJ, 1971). Retrato
de Ema Klabin, 1949. Óleo sobre tela, 100 x 73 cm. Foto: Henrique Godinho/divulgação.

Até o dia 15 de dezembro, de quarta à domingo, das 14h às 18h, a Casa-Museu Ema Klabin promove a exposição “Retratos de Ema Klabin”, com curadoria do arquiteto Paulo Costa. Na exposição, o público poderá conferir em destaque, na entrada do espaço cultural, obras que retratam a mecenas e colecionadora que deixou como legado o Museu que leva seu nome e é um dos grandes pontos turísticos de São Paulo.

Ao longo de sua vida, Ema Klabin (1907 – 1994) encomendou apenas três retratos, todos entre o final dos anos 1940 e início dos anos 1950. As obras foram produzidas em diferentes expressões artísticas: uma pintura à óleo de Arthur Kaufmann (1949), uma escultura de Bella Karawaewa Prado (1954) e uma série de fotografias de Gregori Warchavchik (1940).

De acordo com o curador Paulo Costa, os três retratos de Ema Klabin foram produzidos em um período marcado por importantes mudanças em sua vida pessoal e transformações no cenário econômico e cultural de São Paulo, que despertava para um momento de progresso e estabilidade propiciado pelo final da Segunda Guerra Mundial. “Após a morte de seu pai Hessel, em 1946, Ema Klabin deixou de ser a irmã do meio que cuidava do pai e, aos quarenta anos de idade, transformou-se em uma mulher independente, de personalidade e atitude. É justamente nesse momento que Ema começa a formular uma nova persona pública para si, que manteria até o final da vida: a empresária e mecenas, colecionadora e viajante incansável, de espírito livre e altivo”, explica Paulo Costa.

Em comum nos retratos de Ema Klabin, Paulo Costa aponta a forma despojada em que a colecionadora se apresenta, com roupas e penteado simples e sem qualquer joia ou adereço, trazendo a atenção para sua expressão facial e seu olhar pensativo e distante. O curador ainda salienta que outro denominador entre os artistas e a colecionadora – que possivelmente foi determinante na sua escolha – é o fato de todos fazerem parte dos movimentos migratórios que marcaram o início do século XX. Ema era filha de imigrantes lituanos (educada na Suíça e Alemanha), Kaufmann um judeu alemão, expulso pelo nazismo, que se estabeleceu nos Estados Unidos. Tanto Warchavchick quanto Bella eram naturais de Odessa (Ucrânia), ela chegou ao Brasil ainda criança e estudou com mestres do nosso modernismo, e ele formado em Arquitetura em Roma.

O período de realização dos retratos também é significativo pelo esforço conjunto empreendido por paulistanos de famílias tradicionais e imigrantes para a criação de instituições culturais que moldariam a identidade cultural de São Paulo. Entre eles: a criação do MASP (1947), do MAM (1948), a realização da 1ª Bienal (1951), culminando com as grandes exposições do IV Centenário da cidade (1954), que inaugurou o Parque do Ibirapuera.

Serviço

Exposição Retratos de Ema Klabin – Curadoria: Paulo de Freitas Costa
Data: Até 15 de dezembro
Visitas livres : De 4ª a domingodas 14h às 18h, não é necessário inscrição
Entrada : Sábados, domingos e feriados: entrada franca. De 4ª a 6ª : R$10 – Sem agendamento
Local : Fundação Ema Klabin
Endereço: Rua Portugal, 43, Jardim Europa – São Paulo. Tel: 11 3897-3232

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