Beleza e funcionalidade pautam o projeto de uma fachada, que interfere diretamente no urbanismo da cidade. Texto e fotos: Divulgação

Um cartão de visitas. Essa é a fachada de um projeto, capaz de indicar o estilo arquitetônico e preferências de quem ali mora e, ainda, se incorporar com a paisagem e urbanismo a sua volta, interferindo em como a vizinhança usa – e sente – o bairro em que ela está inserida. “A fachada é a identidade visual de um projeto arquitetônico, que dialoga tanto com a parte interna do imóvel como também com seu o entorno”, resume a arquiteta Luizette Davini, do Studio Davini Castro. “Por isso, ao idealizar seu desenho, é importante fazer visita ao local para reconhecimento de todos os elementos envolvidos, tais como: insolação, ventilação, tipo de terreno, vistas e outros, que ajudarão na criação de um bom projeto e, consequentemente, boa fachada”, explica.

Desenho de projeto de fachada de Luizette Davini, do Studio Davini Castro

Mais do que uma questão estética, um projeto de fachada nasce de estudos do terreno – a orientação solar, por exemplo, pode ser determinante na hora de considerar aberturas, em busca do melhor conforto térmico – e de um programa de necessidades completo, fornecido pelo cliente. “Isso é essencial para que um profissional tenha sucesso no projeto arquitetônico como um todo, incluindo a fachada”, afirma Luizette.

Nessa revitalização de fachada feita pelo Studio Davini Castro, os profissionais desenharam um novo portão de acesso à garagem, mais colorido e moderno. A parte metálica ganhou nova pintura e as esquadrias de madeira, telhas e tijolos também foram renovadas. A poda das árvores e uma nova calçada, com placas drenantes cinzas, complementam o projeto.

De acordo com a profissional, um projeto de fachada também deve considerar seu entorno, garantindo coerência arquitetônica com o bairro e contribuindo para um urbanismo harmônico. Ainda assim, ele deve respeitar o estilo do cliente. “A definição da fachada, que é um dos pontos mais importantes de um projeto, tem ligação ao estilo de vida e também às opções estéticas do cliente, que pode ser clássica ou moderna, por exemplo”, pontua. Quanto a seu dimensionamento, Luizette Davini afirma que muito depende das impressões e pesquisa do arquiteto referente ao local, respeitando sempre a legislação vigente.

Escolha de materiais

Uma vez definido o projeto arquitetônico e seu estilo, é possível pensar nos melhores materiais para compor a fachada. “A combinação de texturas e cores é fundamental para uma boa solução de fachada”, opina Luizette, que aposta em materiais como concreto, pedras, tijolos à vista, texturas e vidros como principais tendências.

Elementos vazados, como o cobogó, podem conferir brasilidade e ainda auxiliar no conforto térmico. O vidro, por outro lado, prioriza a integração entre interior e exterior, podendo ser visto tanto na fachada em si, como em suas esquadrias – algo cada vez mais procurado. “A transparência traz o frescor da área externa para dentro das casas, além do aconchego da iluminação natural. Tem sido uma tendência, especialmente quando consideramos o isolamento social”, opina.

Projeto e seu desenho, feito pelo Studio Davini Castro. A fachada dessa casa de campo ganhou textura com gel envelhecedor e telhas de barro. Molduras brancas destacam as esquadrias.

Para não errar, a escolha do material deve ser feita com base em sua durabilidade e resistência às ações do tempo, mas também pode levar em conta a facilidade de limpeza e manutenção. Se a ideia for deixar os revestimentos de lado e optar pela pintura – opção costumeiramente mais em conta – a arquiteta indica a aplicação de tinta acrílica à base de água, podendo se valer do acabamento texturizado. “Apesar do valor mais baixo, essa solução pede costumeiramente por mais manutenção”, pondera.

Seja qual for a opção, um bom revestimento ou pintura devem valorizar a volumetria e estilo escolhido, conferindo personalidade.

Elementos importantes

Alguns elementos são essenciais em toda fachada, a começar pela porta principal, que pode se tornar um item de destaque. “Ela deve ser escolhida de acordo com o estilo de todo o projeto, harmonizando com a arquitetura da construção e todos os elementos que a compõem”, diz. Portas de madeira, por exemplo, são clássicas e passeiam por todo estilo. Os modelos de aço, por outro lado, pressupõem um projeto mais contemporâneo.

Além das portas, as esquadrias têm um papel essencial – atualmente, estão em alta aquelas com tamanho gigante, priorizando a passagem de muita luz natural. Os brises, por sua vez, podem interferir até mesmo no desenho da fachada, fazendo um jogo de luz e sombra.

Além dos elementos da fachada em si, Luizette relembra que considerar o entorno também é importante. “Os elementos externos, como os jardins, muros e piscinas, devem ser incluídos, tornando todo o conjunto harmonioso”, explica. O paisagismo, por exemplo, é capaz de valorizar as formas arquitetônicas, contribuindo para um equilíbrio. É uma forma de complementar o projeto, integrando a casa com seu entorno. “Ele pode vir até como elemento para camuflar um muro, por exemplo, em forma de jardim vertical”, aponta.

Para valorizar todo o conjunto, Luizette Davini relembra, por fim, a importância de um bom projeto luminotécnico. “A iluminação de fachada deve ser pensada, sob o ponto de vista estético, para valorizar ainda mais a arquitetura”, diz. “Ela também faz parte da segurança patrimonial, posto que uma iluminação adequada inibe invasores e visitantes indesejados”.

Na questão de segurança, a arquiteta afirma que existem diversas tecnologias disponíveis e que devem ser sempre consideradas. “Esquadrias de qualidade, vidros de segurança, fechaduras reforçadas ou digitais, sistema de alarmes e câmeras, entre outros, são exemplos de como tornar o projeto seguro para todas as situações”, afirma.

Serviço

@studiodavinicastro
R. Padre Machado, 455 – cj 61 – Vila Mariana, São Paulo
(11) 5549-2445

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