Para cada metro cúbico de madeira, pode ser necessária a derrubada de uma ou duas árvores, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Florestas. Mas esse é um importante elemento natural, responsável pela produção de ar puro e de crescimento lento. Comprometida com a sustentabilidade e com a inovação, a MRV implantou mudanças em suas obras que eliminaram o uso da madeira em seus canteiros.

A empresa substituiu as técnicas construtivas tradicionais, com a alvenaria, na qual a madeira é bastante utilizada para moldar pilares, fazer escoramento, andaimes, equipamentos de proteção coletiva, como os bandejões nas extremidades da torre ou o isolamento dos fossos dos elevadores. Atualmente, seus residenciais são construídos com paredes de concreto, que são montadas no canteiro com formas de alumínio- e não mais com madeira. 

“Essa substituição envolveu um investimento alto porque o alumínio é bem mais caro que a madeira. Para cada 4 apartamentos, o custo de R$ 1,2 milhão. Porém, esse insumo pode ser reutilizado em cerca de 10 obras”, diz Felipe Ribeiro Motta, coordenador de obras no Estado. Outras mudanças no canteiro foram a troca da madeira pelos containers para os escritórios, almoxarifado e outras estruturas temporárias de obra. Outra alternativa é o uso da tenda. Atualmente, na obra Gran Oásis, no Bairro Rio Formoso, em Goiânia, 260 apartamentos de dois quartos e 42 metros quadrados, estão sendo erguidos com esse sistema. 

Felipe Ribeiro informa que há três anos as obras em Goiás usam as paredes de concreto com fôrmas de alumínio para moldagem, e elas representam ganhos não apenas ecológico, como garantem também mais agilidade à obra e qualidade. “Com as paredes de concreto, o tempo da obra caiu de 22 meses para 12. O volume de entulho caiu pela metade – atualmente as caçambas chegam, no máximo, a duas por apartamento durante toda a obra. A tecnologia também facilitou a implantação da parte hidráulica e elétrica dos apartamentos, que já chega pré-montada da fábrica própria, evitando desperdício e retrabalho”, lista.

A mudança já vinha sendo implementada desde 2010 em suas obras fora do Estado, sendo resultado de sua área de inovação, criada para desenvolver e testar novos materiais e tecnologias, que vão sendo implementadas paulatinamente em todo País.

Com inúmeras ações sustentáveis, a MRV foi convidada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para apresentar um case que detalhou como os objetivos de desenvolvimento sustentável da Agenda 2030, composta por 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 metas, geram valor para a sociedade e para a empresa. A participação da plataforma de soluções habitacionais aconteceu no painel sobre o futuro das cidades, em Nova York. Além disso, a MRV é signatária do Pacto Global da ONU desde 2016 e está presente há três anos no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE B3) e participa do conselho do Instituto Ethos.

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