Conceito tecnologia

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Fábrica de componentes eletrônicos em Minas Gerais recebe projeto de áreas administrativas de Patricia Martinez. Solução minimalista privilegia fluxos e funcionalidade. Fotos Jomar Bragança

Coerência define a proposta de organização de uma fábrica em Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte. A paleta de cores discreta desloca o foco do observador para as soluções de hierarquização de espaços, fluxos de pessoas e usos materializadas por Patricia Martinez. A unidade fabril cujo nome e atividade não podem ser divulgados é conhecida pela excelência tecnológica nos produtos de sua linha e, diante disso, Martinez teve de manter a coerência de suas soluções.

O partido

A arquiteta seguiu rigorosamente o programa de necessidades brifado pelo cliente. “Respeitados os usos, nossa missão era traduzir na arquitetura o caráter tecnológico que se apresentava pela empresa em questão. Dessa forma, os materiais foram escolhidos e os espaço foram desenhados a partir da premissa do amplitude de cada setor de maneira a promover um bom desempenho de cada atividade”, explica Patricia. Segundo a profissional, foram priorizados conceitos tais quais a uniformidade de uso de materiais, a funcionalidade dos espaços, a precisão de desenho e o detalhamento apurado dos diversos elementos arquitetônicos.

O programa de necessidades

Adequar o edifício construído aos diversos usos apresentados pelo cliente de forma fluida e coerente foi a tarefa delega à Patricia. Diretoria, refeitório, design center, staff, salas de reunião multifuncionais, foram alguns dos espaços impostos. A flexibilidade de usos também era uma das premissas, diante da dinâmica de adaptabilidade às mais formas trabalho do novo universo corporativo. Tudo isso, obedecendo ao critério de manutenção fácil e prática, por se tratar de uma indústria de tecnologia.

A recepção acontece no pavimento térreo e o fluxo de entrada se por um corredor que fica à direita de quem entra, fluxo esse que se mantem em todos os outros andares. No primeiro andar, estão localizados o refeitório, as áreas de convivência, parte do staff e salas de reunião funcionais. No terceiro andar, ocupando uma área de vista privilegiada, encontra-se a diretoria, com salas de reunião próprias. A diretoria está diretamente ligada ao fluxo direto dos elevadores e tem acesso fácil aos setores que lhe dão apoio como é o caso dos departamentos de Recursos Humanos e Jurídico. Neste mesmo pavimento, encontram-se ainda ainda os departamentos ligados à inovação e à criação tecnológica. Salas de reunião versáteis foram equipadas com mobiliário corporativo de alto desempenho, como os sofás divisórias Alcove, desenhados pela Vitra.

Iluminação, insolação e ventilação

A iluminação foi pensada de forma funcional a partir da distribuição e das funções desempenhadas em cada local. A arquiteta optou por deixar aparente a tubulação, dispensando o uso de forros junto à laje. “O traço contemporâneo foi privilegiado na escolha dos equipamentos e luminárias. Como ponto focal está o trabalho luminotécnico da recepção, porta de entrada para os visitantes”, explica. “A recepção sem dúvida é a síntese do projeto arquitetônico. As soluções de mobiliário embutido, iluminação e fluxo podem ser considerados os pontos-chave da proposta como um todo” resume Martinez.

Um conjunto de brises sobre a fachada e o uso de cortinas rolô resolveram o controle de insolação. “Essa combinação, além de proporcionar o desempenho térmico necessário, acrescentou beleza e unidade aos espaços”, completa Patricia, que reforça a solução mecânica para a ventilação do escritório, que tem fachada completamente fechada com pele de vidro.

A escolha dos materiais

A escolha dos revestimentos se deu pela estanqueidade e inércia dos materiais. “Tratando-se de uma indústria de tecnologia, uma das premissas era o uso de produtos modernos que tivessem ótimo desempenho de manutenção e pouca porosidade para evitar acumulo de pó e resíduos”, conta Patricia. Diante disso, lançou-se mão de silestone e inox, por exemplo. Vinil e vidro foram escolhidos dentro de uma paleta neutra de tons de cinza com algumas pitadas de cor aplicadas ao mobiliário. “O piso foi pensado modularmente e replica o padrão pixelado em tons de cinza”, completa a arquiteta.

Dados da obra

Local: Ribeirão das Neves, MG
Conclusão da obra: 2017
Área construída: 3.500 m2
Interiores: Patricia Martinez Arquitetos
Projeto arquitetônico (edifício): Gensler Architecture

Lista de fornecedores 

Iluminacao: Interpam
Mobiliario: Securit e Vitra

Conteúdo publicado originalmente pela Revista aU

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