“Depois de 3 anos, achei uma casa que fosse minha cara. Sou paulista, porém gosto da natureza e de ares residenciais distantes de comércio”. Texto: divulgação e fotos por Rafael Renzo

Projetada pela arquiteta Claudia Alionis para ser seu lar e de sua filha adolescente, a casa de185m² localizada em uma vila no bairro de Santo Amaro, em São Paulo, tem muitos elementos naturais e decoração aconchegante, já que transmite alto astral e traz boas lembranças de viagens.

O primeiro desafio encontrado foi encontrar um imóvel pequeno, que fosse bem localizado, com estrutura antiga, com bastante verde e em uma rua fechada. Durante a obra, foi descoberto um piso de canela original da casa nos quartos que foi restaurado. Claudia aproveitou também o material da escada principal e o revestimento da parede do sala de estar e da suíte, que foi descascada, deixando o tijolo original da década de 70 a vista. 

Com a reforma, os espaços ficaram mais amplos, integrados e com melhor circulação. A antiga entrada da casa se transformou em um lavabo, e, para conseguir toda a amplitude, Claudia derrubou todas as paredes do térreo da casa. O living traz muita história de suas viagens, com artigos de decoração trazidos de diversos países do mundo, como o quadro de Tara em cima do sofá vermelho que veio diretamente do Butão, na Ásia; e conta um pouco da vida da moradora, que escolheu um cantinho especial para o piano meia calda – um presente que ganhou do seu pai quando ainda era adolescente.

A cozinha tem muita cor, estilo vintage com um leve toque industrial, e é totalmente integrada com o living. Cada detalhe da cozinha foi escolhido para formar uma combinação e destacar a personalidade da moradora, como a cristaleira escandinava, a geladeira Gorenge Kombi edição limitada, a mesa de jantar com madeira da Amazônia, o mix de cadeiras coloridas do designer de móveis Pedro Useche, e o piso de porcelanato remetendo ao ladrilho hidráulico. “Eu adoro receber e, meu sonho, era ter um espaço amplo, onde eu pudesse cozinhar e, ao mesmo tempo, receber. Fiz também questão de deixar a mesa de refeição dentro da cozinha para criar essa aproximação entre as pessoas”, explica. 

A escada caracol da edícula, que leva ao seu atelier de pintura, foi desenhada com piso dos ônibus de São Paulo e teve que ser içada pelo muro dos fundos – um desafio que ela não esperava vivenciar. O jardim com a horta, que não existia antes, foi criado pela para trazer natureza para dentro da casa.

No telhado, a arquiteta abriu um domus para ter luz natural durante o dia, economizando energia. Na suíte principal, uma bela composição entre a cabeceira de palhinha com a parede com o acabamento bruto. Os banheiros são revestidos em pedra natural.  

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