Sábado, 02 de Julho de 2022

Chalé na mata

Projeto residencial Anexo Chalé Mairiporã traz aconchego e imersão na natureza para família de São Paulo. Texto e fotos: divulgação

Feito para um jovem casal que buscava um refúgio no campo próximo à capital paulista, o Anexo Chalé Mairiporã exprime a vontade de menos luxo e mais aconchego. Um outro pedido, segundo os arquitetos da Macro Arquitetos, responsáveis pelo projeto, foi para que a obra, de certa forma, se camuflasse na mata em meio aos muitos elementos naturais.

Primeiro passo

A ideia inicial foi criar um espaço onde pudessem se reunir com amigos e familiares em volta de ambientes acolhedores, aconchegantes, sem divisões por paredes, somente por ambientes de uso, e que sempre que possível houvesse uma conexão visual com a natureza. Para chegar neste objetivo, o principal desafio a ser superado foi executar o programa sem ter que mexer em nenhuma árvore existente no terreno. Para isso, foram feitos diversos testes para que fosse possível preservar os ipês no gramado, a jabuticabeira e a pitangueira que ficaram no deck.

Implantação

Para definir o programa, o primeiro passo foi encontrar o espaço para inserir no terreno, na implantação existente. Toda parte que não necessitava de vista virou-se para a divisão do terreno, e o restante para a natureza. Dividido em dois salões, o com pé direito mais alto ganhou a cozinha, sala de jantar, sala de estar e lareira, com acesso a uma grande porta que dá acesso ao deck e à piscina, que ficam no meio da mata. Já na laje mais baixa está o salão de jogos. Atrás do volume da lareira fica o lavabo, onde o acesso se dá pela sala de jogos e, no outro lado, a despensa e uma escada que dá acesso ao subsolo, onde há uma adega.

A arquitetura manteve a conexão visual entre os ambientes e adotou o máximo de transparência para trazer o verde da natureza para dentro da casa e as portas de serralheria usadas marcaram o quadriculado da paginação para a residência não ficar totalmente exposta.

De olho nos detalhes

Materiais como pedra, concreto, madeira e a inspiração nas casas de campo do Uruguai ajudaram na concepção. Todos os materiais usados são naturais, nada industrializado. Piso em cimento queimado, teto em concreto aparente, paredes revestidas em pedra, pilares revestidos em madeira carbonizada shou sugi ban, madeira de demolição nas prateleiras, deck em cumaru, esquadrias em ferro pintado de preto e parede branca com reboco rústico.

O projeto luminotécnico partiu da priorização de iluminação natural por todas as áreas. As portas são todas piso teto com abertura 100% do vão, trazendo muita ventilação e iluminação para a casa, utilizando o mínimo possível de pontos diretos no teto para valorizar a laje em concreto armado.

Ficha Técnica

Fornecedores

Sala de jogos

  • Móveis restaurados, mesa de bilhar e vitrola Philips – acervo clientes;
  • Poltrona – Design Sumo;
  • Luminárias – FAS Iluminação;
  • Decoração – Ambienta Casa;
  • Banco madeira Rango Paulo Alves – Sumo Design;
  • Luminária pendente cesto – acervo clientes.

Sala lareira

  • Poltronas — Design Sumo;
  • Luminária – Labluz;
  • Tapete – Botteh Tapetes;
  • Blue Gardenia home.

Cozinha

  • Decoração – Dpot Objeto;
  • Cestos – Firmacasa.

Sala de Jantar

  • Mesa, cadeiras e luminárias em cesto – acervo do cliente.

Deck

  • Pufe natural e Cestos – Firmacasa;
  • Dpot Objeto;
  • Pufes – Codex Home;
  • Cadeira Paulistano – Futon Company.

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