Triptyque apresenta primeiro edifício em madeira engenheirada de São Paulo

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Capela do Sacromonte Landscape Hotel Uruguai. Foto por Tali Kimelmam

Com projeto assinado pelo escritório de arquitetura Triptyque, o primeiro prédio de madeira engenheirada de São Paulo – e o mais alto da categoria no Brasil – tem entrega prevista para 2022. Muito além do diferencial estético, a obra, com duas torres e 13 andares, se destaca pela redução do impacto ambiental e pela tecnologia agregada. A revista Casa Vogue conversou com Ana Belizário, gestora de projetos da Amata, empresa responsável pela técnica da madeira engenheirada, usada no projeto, e que promete revolucionar a construção civil. A reportagem será publicada na edição de junho da revista Casa Vogue, que será lançada no dia 19.

Dona de uma floresta sustentável, a companhia realiza uma técnica com fibras de madeira entrelaçadas, que deixam a estrutura mais resistente. O concreto ainda é a mais tradicional matéria-prima no país, mas em meio à evidente necessidade de preservação do planeta e ao esgotamento de recursos naturais, como a areia, novos materiais ganham destaque e viram apostas de mercado.

Foto por Leonardo Finoti

São muitas as vantagens da madeira engenheirada como material construtivo. Para começar, ela sequestra CO2 desde o plantio, um contraste e tanto com a mineração, visivelmente danosa ao meio ambiente, o que faz com qualquer obra com 50% de madeira apague sua pegada de carbono e, de quebra, acumule créditos.

E a lista não para por aí. A madeira engenheirada tem excelente de¬sempenho em locais com maresia. O mesmo acontece em lugares sujeitos a terremotos, pois suas fibras se adap¬tam aos tremores. No caso de incêndio, ela surpreen¬de o senso comum e performa bem. Já no desafio termoacústico ela desponta, sendo imbatível. O tempo de construção é outro ponto de destaque desse sistema. Considerando duas casas idênticas, a de madeira ficaria pronta em 60% do tempo que se levaria para fazer a irmã gêmea de alvenaria convencional.

Apesar disso, hoje, devido à baixa demanda de público, a obra de uma casa familiar feita com tecnologia de madeira engenheirada custa em média 15% a mais do que uma em alvenaria comum. No Brasil, projetos em madeira sustentável não passam de 0,1%, enquanto em países europeus esse número chega a 70%. Especialistas do setor acreditam que essa realidade deve se transformar em breve e a própria Amata aposta na industrialização do processo nos próximos anos, como modo de tornar os valores mais competitivos.

Confira reportagem na íntegra na próxima edição da Casa Vogue, que entra em circulação a partir do dia 19 de junho.

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