Amigas da natureza

0
332

Casas de comunidade residencial em Lisboa são as mais sustentáveis de Portugal.

No Belas Clube de Campo, comunidade residencial de Lisboa inaugurada em 1997, André Jordan utilizou toda a experiência adquirida na criação e desenvolvimento de projetos urbanísticos de alto padrão. O objetivo foi construir edifícios que se desenvolvam de acordo com as características morfológicas do terreno, de forma que se integrem com o restante da urbanização, aproveitando a pedra local para o muro das residências. O lote contempla vegetação no exterior, com uma área verde total de 122m². Também houve preocupação de preservar os habitats existentes através da utilização de vegetação ao redor da área exterior. 

Inseridas nela estão as Townhouses v3. De autoria do arquiteto Eduardo Capinha Lopes, elas têm vista para a Serra de Sintra e para o Palácio da Pena. Elas apresentam um design contemporâneo e uma sofisticação arquitetônica que se funde nos amplos espaços verdes. Com áreas exteriores e de lazer ajardinadas e com piscina, as Townhouses são casas “ecosmart”. Isso significa que o controle das funções principais da casa é feito através do celular. 

As moradias possuem três quartos e escritório, organizado de tal maneira que todos os cômodos situados no primeiro piso tenham a maior privacidade possível. No térreo encontra-se a sala com um terraço com acesso ao jardim e à piscina. O piso abaixo é o estacionamento. 

Eficiência energética

Um de seus grandes diferenciais é a sustentabilidade. As Townhouses do Lisbon Green Valley obtiveram certificação máxima A++, atribuída pelo Sistema Lider A, abrangendo não só o imóvel como também os espaços verdes exteriores. São casas 90% mais eficientes que os outros imóveis de referência, adquirindo o título de casas mais sustentáveis de Portugal. As casas também são as primeiras em Portugal que cumprem os requisitos Nearly Zero Energy Buildings (NZEB), uma exigência inerente à construção nova a partir de 2021.

As casas também possuem inércia térmica de média à forte intensidade. As paredes exteriores são de cor clara e devidamente isoladas, conferindo resistência e durabilidade. Durante a fase de construção, o impacto ambiental foi reduzido através da minimização de resíduos produzidos (com separação por tipologia, periculosidade, tratamento e transporte adequados), de escolha de materiais menos poluentes e reutilização de recursos (como aproveitamento das pedras das escavações para os muros envolventes do lote).

A casa também dispõe de soluções que permitem a iluminação natural dos espaços. São usadas claraboias nas casas de banho e vidro nas fachadas. A iluminação artificial recorre majoritariamente à iluminação LED, tendo sido adaptada a sua intensidade à necessidade de iluminação de cada espaço do edifício. A cozinha e a lavanderia são equipadas com eletrodomésticos de classe energética A+.

Ficha técnica

Nome do Projeto: Green Valley Houses
Escritório: Capinha Lopes Consulting
Arquiteto responsável: Eduardo Capinha Lopes
Localização: Lisboa, Portugal
Ano de conclusão da obra: 2019
Área do lote: 536,34 m2
Área de habitação: 245,30 m2
Área total: 397 m2
Certificação energética: A+
Sustentabilidade: A++

Matéria originalmente publicada na revista aU.

0 0 vote
Article Rating
Subscribe
Notify of
guest

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments