Mira Schendel – Esperar que a Letra se Forme | Instituto Tomie Ohtake

Abre dia 25 de outubro, no Instituto Tomie Ohtake uma mostra retrospectiva da artista Mira Schendel, uma das mais importantes artistas na arte brasileira no século XX, na qual se explora a presença do signo gráfico e da palavra em sua obra.

Abre hoje, dia 25 de outubro, no Instituto Tomie Ohtake uma mostra retrospectiva da artista Mira Schendel, uma das mais importantes artistas na arte brasileira no século XX, na qual se explora a presença do signo gráfico e da palavra em sua obra.

Mira Schendel – Esperar que a Letra se Forme
Instituto Tomie Ohtake
Abertura: 24 de outubro, às 19h
Em cartaz de 25 de outubro de 2024 a 02 de fevereiro de 2025
De terça a domingo, das 11h às 19h – entrada franca

O Instituto Tomie Ohtake apresenta a exposição Mira Schendel – esperar que a letra se forme, com curadoria de Galciani Neves e Paulo Miyada. A mostra explora o uso de signos gráficos, letras e palavras na obra de Mira Schendel, reunindo mais de 250 peças, como pinturas, monotipias, desenhos e uma instalação, organizadas em sete núcleos que destacam a presença da linguagem em sua arte.

Mira Schendel, Que beleza, 1966, aquarela e pastel oleoso sobre papel, 43 x 61,5 cm

Mira Schendel, uma das principais artistas brasileiras do século XX, nasceu em Zurique, na Suíça, e fugiu para o Brasil em 1949 devido à perseguição antissemita. No Brasil, ela produziu grande parte de sua obra, influenciada pela Poesia Concreta, o Neoconcretismo e as experimentações das décadas de 1960 e 1970. A exposição Mira Schendel – esperar que a letra se forme, com curadoria de Galciani Neves e Paulo Miyada, é dividida em sete núcleos e explora temas como a efemeridade e o uso da palavra. No primeiro núcleo, “Chegada ao Brasil e à palavra”, destaca-se sua transição de representações abstratas para o uso de textos nas obras. Em “Escritura-desenho estruturando espaços”, obras com nanquim e carvão mostram a relação entre palavra e espaço, transformando signos gráficos em elementos estéticos e espaciais, descritos por Haroldo de Campos como “arte-escritura”, na qual o signo gráfico se torna uma questão estética e uma forma de e struturação de espaços.

Mira Schendel, Sem titulo, 1964 , 32 x 46 cm

Já no núcleo “A palavra em espiral” apresenta trabalhos com palavras em diversos idiomas, como italiano, alemão e português, que representam a diversidade cultural da artista. A curadoria interpreta essas palavras como um “acontecimento de enunciação”, onde escrever e decodificar letras gera uma situação própria.

As exposições no Instituto Tomie Ohtake são acompanhadas por um programa público de encontros, oficinas e vivências, com atividades divulgadas no site e redes sociais, como eventos e oficinas.