Segundo pesquisa realizada pelo Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), Mulheres ocupam apenas 26% dos cargos de chefia no Brasil |Texto: Divulgação

Estão abertas as inscrições para o 1º Congresso Nacional de Mulheres Engenheiras, realizado em Belo Horizonte, nos dias 11 e 12 de dezembro, no Galpão São Bento, na rua Professor Júlio Bueno, 15, bairro São Bento. O evento é gratuito, com vagas limitadas e espera receber aproximadamente 600 pessoas no total. Promovido pelo Instituto Feminino de Engenharia (IFE) o principal objetivo é, por meio de informação, mostrar o papel da mulher no segmento da Engenharia, e a importância de se existir uma igualdade de gêneros dentro das corporações.

Durante a realização do Fórum Econômico Mundial 2019 em Davos, na Suíça, foi apresentado que o Brasil tem um dos piores índices de desigualdade entre homens e mulheres na América Latina. Segundo pesquisa mais recente, realizada pelo Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa) houve uma evolução na proporção de mulheres que ocupam cargos de liderança, mas ainda é lenta. Atualmente elas ocupam 26% dos cargos de diretoria nas empresas e a estimativa é de que leve pelo menos 59 anos para que o país conquiste a igualdade de gênero no mercado de trabalho.

Segundo a engenheira, empresária e presidente do IFE, Alaíze Reis, é um segmento ainda com muitos desafios para as mulheres. O IFE, por ser a primeira entidade de mulheres engenheiras, formada em 90 anos de existência do sistema CONFEA, CREA, MUTUA, tem por objetivo mudar este cenário pouco a pouco. “Estamos na era da inclusão de gênero e do respeito acima de tudo. No caso da Engenharia, podemos dizer que ainda é um setor masculino, e o IFE vem, incansavelmente, buscando um equilíbrio organizacional”, revela. Para ela, essa maior consciência por parte dos CEOs vem ocorrendo justamente por conta da promoção de discussões sadias, como o caso do Congresso.

No evento, líderes femininas das esferas públicas e privadas e lideres masculinos promoverão debates sobre suas áreas específicas de atuação, sobre mercado e vão compartilhar experiências em painéis imperdíveis.

Para Alaíze, é importante reforçar que não basta as empresas incentivarem mais participação feminina. “É preciso desenvolver a estrutura organizacional, trabalhar a cultura interna, o viés inconsciente, para poder reter essas mulheres, e que elas possam fazer parte da empresa como um único time de sucesso . Além disso, há a questão da representatividade e de sororidade entre elas: se outras mulheres são promovidas, valorizadas, e apoiam outras mulheres , automaticamente eu vou me sentir motivada a dar meu melhor para poder crescer”, completa.

E qual o melhor cenário para essas profissionais? “Seria 50%/50%! Acreditamos que trabalhar com as mesmas chances de crescimento dos homens. É o ideal e, inclusive, já deveria ser o modelo implantado em todas as empresas e organizações, sejam públicas ou privadas’’, conclui Alaíze. Para saber mais sobre o 1º Congresso Nacional de Engenheiras e fazer sua inscrição, acesse www.ife.eng.br/congresso-nacional-de-mulheres-engenheiras/.Inscrições pelo Sympla sua inscrição são 02 litros de leite, que será doado para abrigos, creches, asilos e familias em situação de vulnerabilidade social.

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